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CAIXA Cultural Brasília recebe “Azul” – um espetáculo poético sobre neurodiversidade e afeto

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Em abril, mês que celebra a conscientização sobre o autismo, a Artesanal Cia. de Teatro apresenta montagem premiada que mistura teatro de animação, música e poesia para falar de forma delicada e sensível sobre a neurodiversidade
A CAIXA Cultural Brasília apresenta, de 16 a 19 de abril, o espetáculo Azul, da Artesanal Cia. de Teatro. A montagem premiada mistura teatro de animação, música e poesia para falar de forma delicada e sensível sobre a neurodiversidade. A peça terá sessões às 10h e 15h (dias 16 e 17), e às 11h e 18h (dias 18 e 19). Os ingressos estão à venda na bilheteria física da CAIXA Cultural e no site da Bilheteria Cultural.
Voltado para crianças a partir de 5 anos, jovens e famílias, o espetáculo convida o público a mergulhar no universo de Violeta, uma menina curiosa que aprende a se comunicar com o irmão Azul, um garoto que enxerga e expressa o mundo de maneira única. A relação entre os dois abre espaço para reflexões sobre acolhimento, diferença e convivência.
A dramaturgia nasce de uma pesquisa cuidadosa da companhia. O processo de encenação contou com a consultoria de Cris Muñoz – atriz, pesquisadora da área de inclusão, autista e mãe de uma criança no espectro. Sua colaboração trouxe um olhar atento à acessibilidade para pessoas neurodivergentes, especialmente em aspectos sensoriais da
montagem, como o cuidado com o volume do som e com as transições de luz.
Com bonecos e máscaras criados pelo artista visual Dante e uma trilha sonora original que conecta personagens e emoções, “Azul” transforma o palco em uma experiência sensorial e poética. O tempo, quase como um personagem, lembra que cada pessoa vive no seu próprio ritmo.
Azul também coloca em foco o papel da família como espaço de construção de afeto e pertencimento. A relação entre Violeta e Azul inspira o público a refletir sobre cuidado, tolerância e as muitas formas de comunicação possíveis, sobretudo na infância.
A peça tem texto e dramaturgia de Andrea Batitucci e Gustavo Bicalho, direção artística de Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves, e direção de produção de Marta Paiva. O elenco reúne Alexandre Scaldini, Brenda Villatoro, Carol Gomes, Edeilton Medeiros e Tatá Oliveira, com concepção visual que integra bonecos, máscaras e elementos de cena
a uma iluminação sensível assinada por Rodrigo Belay.
Montagem premiada 
 
Reconhecida pela crítica, a montagem foi eleita Espetáculo do Ano no Prêmio APCA 2024 (São Paulo) e venceu o Prêmio APTR de Teatro 2023 (Rio de Janeiro) na categoria Melhor Espetáculo. Agora, chega à CAIXA Cultural Brasília com patrocínio da CAIXA e do Governo do Brasil.
SERVIÇO
 
Espetáculo Azul
Companhia: Artesanal Cia. de Teatro
Local: Caixa Cultural Brasília
Datas e horários: 16 e 17 de abril, às 10h e 15h, e nos dias 18 e 19 de
abril, às 11h e 18h
Classificação livre (recomendado a partir de 5 anos)
Haverá intérpretes de LIBRAS nas sessões dos dias 18 e 19
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada para clientes CAIXA e
demais casos previstos em lei). As vendas têm início no sábado, 11 de
abril, na bilheteria física da CAIXA Cultural, a partir das 9h e no site da
Bilheteria Cultural, a partir das 13h. O público receberá tag
biodegradável com sementes para plantio.
Informações: www.caixacultural.gov.br ou em @caixaculturalbrasilia, no
Instagram
Estacionamento gratuito nos finais de semana e feriados, e de terça a
sexta a partir das 18h
Patrocínio: CAIXA e Governo do Brasil
Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais

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Teatro Caleidoscópio aborda filosofia e debate público em: Cicuta (ou Um tal de Sócrates)

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Montagem exalta a educação como ferramenta de emancipação crítica

Há mais de trinta anos dedicado à criação de espetáculos que articulam teatro, estética, filosofia e debate público, o Grupo-Teatro Caleidoscópio apresenta, em dois finais de semana de agosto, a sua nova montagem, Cicuta (ou Um tal de Sócrates). A peça acompanha o julgamento e a morte de Sócrates, apresentado não como monumento da filosofia, mas como um homem perigoso por ensinar jovens a pensar e a insinuar a existência de novos deuses.

Entre o tribunal, o oráculo e a prisão, o espetáculo atualiza o método socrático para o presente, confrontando o público com perguntas sobre obediência, educação, democracia e responsabilidade. “Em um momento eleitoral decisivo, é importante falar da importância do voto automático, do medo do outro e da influência da mídia, convidando especialmente os jovens eleitores a refletirem além dos clichês ideológicos”, diz o diretor e dramaturgo da peça, André Amahro.

Sem indicar posições políticas, a peça afirma o pensamento crítico como ato ético e lembra que, como dizia Sócrates, “uma vida sem exame não vale a pena ser vivida”. Tudo o que se sabe sobre ele foi escrito por Platão – filósofo que tinha intenção original de se tornar dramaturgo – e outros pensadores da época (século V a.c.).

A dramaturgia segue, principalmente, as fontes platônicas, como os quatro diálogos referentes ao julgamento e à morte de Sócrates, que funcionam como verdadeiras tragédias. “Considerando que a intenção original de Platão era ser dramaturgo – daí a história de Sócrates em diálogos, como uma peça de teatro –, é possível ver Sócrates como um herói trágico da mesma estatura que Édipo e Hamlet, por exemplo”, analisa Amahro.

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O título Cicuta (ou Um tal de Sócrates) sintetiza as duas dimensões centrais do espetáculo. Cicuta remete ao desfecho trágico do filósofo, condenado à morte por envenenamento, por desafiar as certezas de seu tempo; Um tal de Sócrates aproxima essa figura monumental do homem comum, retirando-o do pedestal da História para colocá-lo diante do público de hoje.

Mais do que narrar a morte de um filósofo, a peça investiga por que uma sociedade decide silenciar quem faz perguntas incômodas. A cicuta torna-se, assim, menos um veneno e mais o símbolo do preço que o pensamento crítico frequentemente paga quando confronta o poder.

 

Feminismo singular

Estão na peça as atrizes Vanessa Di Farias (Sócrates), Sandra Regina (Meleto), Flavia Neiva (Anito) e Raquel Aló (Pitonisa), além do multi-instrumentista Elias Santos, responsável pela trilha original do espetáculo. Majoritariamente feminina, a composição do elenco surge como um acaso da própria configuração do grupo, mas revela uma camada conceitual potente do espetáculo: uma estética anti-gênero, na qual o corpo do ator é entendido como instrumento ficcional livre para a criação de personagens, para além de papéis fixados por identidade. Ao mesmo tempo, esse dado acidental ganha força política e poética ao apontar um lugar de feminismo singular, em que as personagens podem ser vistas como mulheres dizendo a outras mulheres o conteúdo filosófico da peça.

Essa escolha dialoga diretamente com a realidade eleitoral brasileira, na qual as mulheres são maioria absoluta do eleitorado — mais de 81,8 milhões de eleitoras, correspondendo a 52,47% do total, sendo cerca de 20 milhões na faixa etária entre 45 e 59 anos — reforçando a pertinência de um espetáculo que convoca reflexão crítica, ética e política a partir de vozes femininas em cena.

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O Grupo-Teatro Caleidoscópio 

O Teatro Caleidoscópio é um projeto independente de pesquisa teatral fundado, desenvolvido e dirigido pelo ator e diretor André Amahro, que toma emprestadas as dinâmicas do caleidoscópio para orientar o trabalho do ator e da encenação. Nasceu em 1994, como projeto de extensão da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília, dando origem ao chamado Grupo Caleidoscópio. O projeto lhes rendeu um teatro de bolso, uma dissertação de Mestrado, três livros publicados, 25 espetáculos encenados, prêmios e indicações em festivais e o Prêmio Brasília 60 anos, conferido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. Participou três vezes do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea, em Brasília, e de mostras internacionais de teatro na França, Angola e Portugal. + em https://www.andreamahro.com/teatro-caleidoscopio

 

Serviço:

Cicuta, do Grupo-Teatro Caleidoscópio 

Local: Teatro Engrenagem

Endereço: SHCGN 708/709 Bloco B, entrada 30, subsolo

Temporada: de 31/7 a 9/8, sextas, às 20h, e sábados e domingos, às 18h

Ingressos: 60,00 (inteira) e 30,00 (meia entrada para estudantes, professores, 60 + e PCDs ou + 1 Kg de alimento não perecível)

Bilheteria: http://www.sympla.com.br/event__3500045

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Duração: 60 min

Informações: 61.99592 7107 (WhatsApp)

 

Ficha técnica:

Dramaturgia | André Amahro

Direção Geral | André Amahro 

Elenco | Vanessa Di Farias, Flavia Neiva, Sandra Regina Raquel Aló.

Iluminação | Claudio Lago

Produção | Grupo Caleidoscópio

Direção de Arte e Fotografias André Amahro e Claudio Lago

Trilha Sonora Original e Direção Musical | Elias Santos

Apoio | Sindilegis, NNC e Incentivo Cultural

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