Espetáculo de dança contemporânea terá duas sessões gratuitas e integra projeto que reúne circulação, rodas de conversa, ações formativas
O corpo feminino como território de origem, memória, ancestralidade e transformação está no centro de Cavidade Escura, espetáculo que estreia no dia 13 de setembro, na Unipaz, no Park Way, com duas sessões, às 14h e às 16h. Com direção, coreografia e atuação de Ju Maluf, a obra propõe uma experiência instalativa de dança contemporânea que aproxima movimento, luz, som, água e matéria para investigar os ciclos da vida e aquilo que o corpo carrega antes mesmo da construção da identidade.
As duas apresentações serão gratuitas e contarão com audiodescrição e interpretação em Libras. Entre as sessões, às 15h, o público será convidado para um piquenique, ampliando o tempo de convivência e troca em torno da experiência artística.
Em Cavidade Escura, o útero é tomado como uma primeira arquitetura do corpo, espaço simbólico a partir do qual a obra percorre a formação da vida, da divisão celular à morte. Nesse percurso, o sangue aparece como elemento de passagem e conexão entre gerações, atravessando dimensões como nascimento, menstruação, violência, ancestralidade e sagrado.
Inspirada pelo conceito de Fluxo de Rudolf Laban e também pelos ciclos menstruais, a criação investiga um corpo em permanente transformação. Memória, trauma, afeto e herança surgem não apenas como ideias, mas como forças que atravessam e constituem esse corpo.
A proposta é aproximar processos biológicos e dimensões simbólicas por meio da dança. Mais do que assistir a uma narrativa, o público é convidado a atravessar uma experiência sensorial sobre origem, matéria e memória.
Projeto amplia experiência para além do palco
A estreia na Unipaz abre uma circulação que prevê seis apresentações em diferentes territórios do Distrito Federal. Depois do Park Way, Cavidade Escura segue para o Gama, onde será apresentado no Espaço Semente Cia de Teatro nos dias 30 e 31 de outubro. O projeto também prevê duas apresentações fechadas em escolas públicas de Santa Maria.
A circulação é acompanhada por ações que procuram prolongar o diálogo despertado pelo espetáculo. Após três apresentações será realizada uma roda de conversa de 20 a 30 minutos sobre o processo criativo, criando um espaço de escuta e aproximação entre artista e público.
Também estão previstos três aulões de dança contemporânea e expressão corporal em escolas, além da produção de um minidocumentário e de uma videodança. O projeto contempla ainda dez atendimentos psicológicos, ampliando sua abordagem para além da criação e circulação artística e estabelecendo conexões entre corpo, expressão, reflexão e cuidado. A agenda dessas atividades está em construção e será divulgada em breve pelo instagram do grupo @corpoavess0.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto articula criação artística, circulação, acessibilidade, formação e diálogo com diferentes públicos.
Serviço
Cavidade Escura — estreia na Unipaz
Data: 13 de setembro
Local: Unipaz – Park Way
1ª sessão: 14h
Piquenique: 15h
2ª sessão: 16h
Acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras nas duas sessões
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos: gratuitos pelo Sympla, link na bio do Instagram
Mais informações: @corpoavess0
Cavidade Escura — Gama
Local: Espaço Semente Cia de Teatro – Gama
30 de outubro: 15h – sessão com interpretação em Libras. Classificação indicativa: Livre.
31 de outubro: 19h30 – sessão com audiodescrição e interpretação em Libras. Classificação indicativa: 18 anos
Direção, coreografia e elenco: Ju Maluf
Realização: projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC-DF
Mais informações: @corpoavess0