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Mais da metade dos bares e restaurantes do DF volta a operar com lucro

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Pesquisa da Abrasel-DF mostra que 55% das empresas tiveram resultado positivo em julho, mas endividamento e dificuldade para reajustar preços ainda mantêm setor em alerta

Depois de um período em que fechar as contas no azul virou um desafio para boa parte dos bares e restaurantes do Distrito Federal, julho trouxe uma mudança importante no cenário. Pela primeira vez após meses de maior aperto, mais da metade dos estabelecimentos pesquisados pela Abrasel-DF conseguiu operar com lucro. Foram 55% das empresas, enquanto 23% ficaram em estabilidade e 22% registraram prejuízo.

A melhora traz algum fôlego para o setor, mas ainda convive com obstáculos importantes. O faturamento avançou para uma parcela dos estabelecimentos, enquanto dívidas em atraso e a dificuldade de repassar custos aos preços continuam pressionando as margens. Para o presidente da Abrasel no Distrito Federal, Thales Furtado, a mudança de patamar é o principal destaque dos números.

“Conseguimos sair daquele cenário em que mais da metade das casas estava operando no prejuízo ou em situação de estabilidade, o que é bastante positivo. Mesmo com a dificuldade de repassar preços, aos poucos o setor vem recuperando a lucratividade e buscando recompor suas margens. Ainda assim, os níveis de endividamento continuam altos e o faturamento não avançou de forma significativa. Por isso, precisamos manter o sinal de alerta. Essa recuperação precisa ganhar consistência para que as empresas consigam melhorar seus resultados de forma sustentável”, afirma Thales Furtado.

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O faturamento, porém, ainda apresenta um cenário dividido. 32% dos estabelecimentos registraram crescimento em julho na comparação com junho, enquanto 25% mantiveram estabilidade e 42% tiveram queda.

A dificuldade de recompor preços ajuda a explicar por que a melhora da lucratividade ainda exige cautela. Nos últimos 12 meses, 40% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar seus preços. Outros 51% fizeram correções iguais ou inferiores à inflação e apenas 9% reajustaram acima dela.

O endividamento também continua pesando sobre as empresas. Quatro em cada dez estabelecimentos, 41%, têm pagamentos em atraso. Entre os empresários nessa situação, 73% apontam impostos federais entre os principais débitos e 43% mencionam tributos estaduais

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Cavidade Escura estreia na Unipaz com dança, ancestralidade e imersão no corpo feminino

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Espetáculo de dança contemporânea terá duas sessões gratuitas e integra projeto que reúne circulação, rodas de conversa, ações formativas

O corpo feminino como território de origem, memória, ancestralidade e transformação está no centro de Cavidade Escura, espetáculo que estreia no dia 13 de setembro, na Unipaz, no Park Way, com duas sessões, às 14h e às 16h. Com direção, coreografia e atuação de Ju Maluf, a obra propõe uma experiência instalativa de dança contemporânea que aproxima movimento, luz, som, água e matéria para investigar os ciclos da vida e aquilo que o corpo carrega antes mesmo da construção da identidade.

As duas apresentações serão gratuitas e contarão com audiodescrição e interpretação em Libras. Entre as sessões, às 15h, o público será convidado para um piquenique, ampliando o tempo de convivência e troca em torno da experiência artística.

Em Cavidade Escura, o útero é tomado como uma primeira arquitetura do corpo, espaço simbólico a partir do qual a obra percorre a formação da vida, da divisão celular à morte. Nesse percurso, o sangue aparece como elemento de passagem e conexão entre gerações, atravessando dimensões como nascimento, menstruação, violência, ancestralidade e sagrado.

Inspirada pelo conceito de Fluxo de Rudolf Laban e também pelos ciclos menstruais, a criação investiga um corpo em permanente transformação. Memória, trauma, afeto e herança surgem não apenas como ideias, mas como forças que atravessam e constituem esse corpo.

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A proposta é aproximar processos biológicos e dimensões simbólicas por meio da dança. Mais do que assistir a uma narrativa, o público é convidado a atravessar uma experiência sensorial sobre origem, matéria e memória.

Projeto amplia experiência para além do palco

A estreia na Unipaz abre uma circulação que prevê seis apresentações em diferentes territórios do Distrito Federal. Depois do Park Way, Cavidade Escura segue para o Gama, onde será apresentado no Espaço Semente Cia de Teatro nos dias 30 e 31 de outubro. O projeto também prevê duas apresentações fechadas em escolas públicas de Santa Maria.

A circulação é acompanhada por ações que procuram prolongar o diálogo despertado pelo espetáculo. Após três apresentações será realizada uma roda de conversa de 20 a 30 minutos sobre o processo criativo, criando um espaço de escuta e aproximação entre artista e público.

Também estão previstos três aulões de dança contemporânea e expressão corporal em escolas, além da produção de um minidocumentário e de uma videodança. O projeto contempla ainda dez atendimentos psicológicos, ampliando sua abordagem para além da criação e circulação artística e estabelecendo conexões entre corpo, expressão, reflexão e cuidado. A agenda dessas atividades está em construção e será divulgada em breve pelo instagram do grupo @corpoavess0.

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Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto articula criação artística, circulação, acessibilidade, formação e diálogo com diferentes públicos.

Serviço

Cavidade Escura — estreia na Unipaz

Data: 13 de setembro
Local: Unipaz – Park Way
1ª sessão: 14h
Piquenique: 15h
2ª sessão: 16h
Acessibilidade: audiodescrição e interpretação em Libras nas duas sessões
Classificação indicativa: 18 anos
Ingressos: gratuitos pelo Sympla, link na bio do Instagram
Mais informações: @corpoavess0

Cavidade Escura — Gama

Local: Espaço Semente Cia de Teatro – Gama
30 de outubro: 15h – sessão com interpretação em Libras. Classificação indicativa: Livre.
31 de outubro: 19h30 – sessão com audiodescrição e interpretação em Libras. Classificação indicativa: 18 anos

Direção, coreografia e elenco: Ju Maluf
Realização: projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC-DF

Mais informações: @corpoavess0

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