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DF Instrumental FEST 2026: Tom Zé, Metá Metá e Edgard Scandurra Trio fazem show gratuito em Taguatinga

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O festival ocupa o Sesc Taguatinga Sul no dia 18 de julho com recursos de acessibilidade e transporte inclusivo para o público. Programação reúne ainda Roberto Corrêa, Alberto Salgado e Victor Angeleas; Maísa Arantes; Choro no Eixo com Márcio Marinho; e Calango Careta

 

O DF Instrumental FEST chega ao seu quarto ciclo no próximo dia 18 de julho, no Sesc Taguatinga Sul, reunindo alguns dos principais nomes da música instrumental e da produção musical contemporânea brasileira. Com entrada gratuita mediante retirada antecipada pelo Sympla, o festival começa às 16h16 e reafirma sua proposta de democratizar o acesso à cultura, promover encontros entre diferentes gerações de artistas e fortalecer a cena musical do Distrito Federal.

A programação reúne o grupo Calango Careta, o Edgard Scandurra Trio, Choro no Eixo com Márcio Marinho, Metá Metá, Alberto Salgado e Victor Angeleas, Maísa Arantes, Roberto Corrêa e Tom Zé, em uma sequência de apresentações que percorre diferentes linguagens da música instrumental brasileira, passando pela cultura popular, pelo rock, pela viola brasileira e por sonoridades afro-brasileiras.

 

Um dos momentos mais aguardados desta edição é a apresentação de Tom Zé, um dos artistas mais inventivos da música brasileira, cuja trajetória atravessa mais de seis décadas de experimentação e inovação. O festival também recebe o Metá Metá, referência na música contemporânea brasileira pela fusão entre jazz, rock, afrobeat e tradições afro-brasileiras, além do guitarrista Edgard Scandurra, que apresenta seu trabalho em formato de trio.

A programação também evidencia a força da produção artística do Distrito Federal, representada por nomes como Roberto Corrêa, referência nacional da viola caipira; Alberto Salgado e Victor Angeleas, que unem diferentes matrizes instrumentais em um repertório autoral; Maísa Arantes; Choro no Eixo com Márcio Marinho; e Calango Careta, grupo que mistura ritmos tradicionais brasileiros com elementos contemporâneos.

“É uma grande honra fazer parte da programação do DF Instrumental FEST ao lado de meu grande amigo e parceiro bandolinista Victor Angeleas. O público que já conhece minhas canções terá a oportunidade de ouvi-las em versões instrumentais em primeira mão, em formato violão e bandolim. Uma grande honra também tocar no mesmo palco e no mesmo evento que Tom Zé, Metá Metá, Edgard Scandurra, Roberto Corrêa, entre outros artistas geniais”, celebra Alberto Salgado.

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Já Roberto Corrêa destaca a valorização da música instrumental, a razão de existir do festival. “Brasília tem um cenário musical muito rico, formando grandes instrumentistas, e projetos como este são essenciais para dar visibilidade a esses talentos. É um prazer participar e, no meu show, trarei composições e clássicos representativos da minha carreira, com inspiração interiorana e referências caipiras”, assinala o violeiro.

A cantora e compositora Maísa Arantes comemora a sua passagem pelo DF Instrumental FEST, no palco pelo qual já passaram tantos nomes consagrados da nossa música. Com o lançamento do Baile da Maisinha – álbum que contém três faixas instrumentais –, a apresentação ganha uma dimensão especial. “No meu trabalho uma das características marcantes é o uso de instrumentos como a rabeca e o pífano, que são instrumentos pertencentes à cultura popular e ao forró pé de serra, gêneros aos quais eu me dedico há 20 anos, trazendo uma linguagem moderna de harmonização e de arranjo. Vai ser um momento dançante, cheio de energia, muito gostoso”, convida a cantora.

 

Acessibilidade e inclusão 

Além da programação musical, o festival investe em ações para ampliar o acesso e garantir uma experiência inclusiva. O público contará com intérprete de Libras, audiodescrição, fones de condução óssea, monitores especializados e intérprete para a área destinada às pessoas com deficiência. A estrutura também inclui área PCD, espaço reservado para pessoas usuárias de cadeira de rodas, banheiros acessíveis e equipe formada por pessoas com deficiência acompanhando toda a realização do evento.

Como parte das ações de mobilidade, o festival oferecerá transporte gratuito com saída da Praça do Relógio, em Taguatinga, às 15h30, mediante inscrição prévia pelo formulário eletrônico. Pessoas com deficiência visual residentes em Taguatinga e Ceilândia também poderão solicitar o serviço de Uber Coletivo disponibilizado pela organização, que pode ser solicitado pelo número (61) 98114-6610.

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DF Instrumental Fest 

Com patrocínio da Neoenergia e consolidado como um dos principais festivais dedicados à música instrumental no Distrito Federal, o DF Instrumental Fest vem fortalecendo, a cada edição, uma cena musical pulsante, plural e contemporânea. Ao longo de sua trajetória, o projeto recebeu artistas como Hermeto Pascoal e Banda Black Rio, tornando-se uma importante plataforma de difusão cultural, circulação artística e formação de público.

“Neste ano, damos continuidade na missão de valorizar a linguagem universal que é a música, sobretudo a que é feita no Brasil e que revela nuances da tão diversa cultura do nosso país. Abrigar no mesmo palco Tom Zé, Metá Metá, Edgard Scandurra Trio e grandes nomes da música do DF é a prova de que a música não conhece fronteiras e o DF Instrumental Fest segue investigando, pesquisando, divulgando e valorizando a arte instrumental brasileira”, sublinha R. C. Ballerini, idealizador do festival.

O DF Instrumental Fest 2026 é financiado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal (LIC-DF), tem realização da Ilimitada Criação e Box Cultural, com apoio do Sesc. O festival conta com patrocínio da Neoenergia Brasília e Instituto Neoenergia. O projeto tem parceria do Correio Braziliense, Ilha Design e La Pauta Comunicação.

 

Programação:

Tom Zé

Metá Metá

Calango Careta

Choro no Eixo com Márcio Marinho

Edgard Scandurra Trio

Maísa Arantes

Alberto Salgado e Victor Angeleas

Roberto Corrêa

 

Serviço – DF Instrumental Fest 2026

Data: 18 de julho de 2026 (sábado)

Horário: A partir das 16h16

Local: Sesc Taguatinga Sul, St. F Sul Área Especial 3 – Taguatinga, Brasília – DF

Entrada: Gratuita,  https://www.sympla.com.br/evento/df-instrumental-fest-2026/3477212

Redes: https://www.instagram.com/df_instrumental_fest/

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Teatro Caleidoscópio aborda filosofia e debate público em: Cicuta (ou Um tal de Sócrates)

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Montagem exalta a educação como ferramenta de emancipação crítica

Há mais de trinta anos dedicado à criação de espetáculos que articulam teatro, estética, filosofia e debate público, o Grupo-Teatro Caleidoscópio apresenta, em dois finais de semana de agosto, a sua nova montagem, Cicuta (ou Um tal de Sócrates). A peça acompanha o julgamento e a morte de Sócrates, apresentado não como monumento da filosofia, mas como um homem perigoso por ensinar jovens a pensar e a insinuar a existência de novos deuses.

Entre o tribunal, o oráculo e a prisão, o espetáculo atualiza o método socrático para o presente, confrontando o público com perguntas sobre obediência, educação, democracia e responsabilidade. “Em um momento eleitoral decisivo, é importante falar da importância do voto automático, do medo do outro e da influência da mídia, convidando especialmente os jovens eleitores a refletirem além dos clichês ideológicos”, diz o diretor e dramaturgo da peça, André Amahro.

Sem indicar posições políticas, a peça afirma o pensamento crítico como ato ético e lembra que, como dizia Sócrates, “uma vida sem exame não vale a pena ser vivida”. Tudo o que se sabe sobre ele foi escrito por Platão – filósofo que tinha intenção original de se tornar dramaturgo – e outros pensadores da época (século V a.c.).

A dramaturgia segue, principalmente, as fontes platônicas, como os quatro diálogos referentes ao julgamento e à morte de Sócrates, que funcionam como verdadeiras tragédias. “Considerando que a intenção original de Platão era ser dramaturgo – daí a história de Sócrates em diálogos, como uma peça de teatro –, é possível ver Sócrates como um herói trágico da mesma estatura que Édipo e Hamlet, por exemplo”, analisa Amahro.

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O título Cicuta (ou Um tal de Sócrates) sintetiza as duas dimensões centrais do espetáculo. Cicuta remete ao desfecho trágico do filósofo, condenado à morte por envenenamento, por desafiar as certezas de seu tempo; Um tal de Sócrates aproxima essa figura monumental do homem comum, retirando-o do pedestal da História para colocá-lo diante do público de hoje.

Mais do que narrar a morte de um filósofo, a peça investiga por que uma sociedade decide silenciar quem faz perguntas incômodas. A cicuta torna-se, assim, menos um veneno e mais o símbolo do preço que o pensamento crítico frequentemente paga quando confronta o poder.

 

Feminismo singular

Estão na peça as atrizes Vanessa Di Farias (Sócrates), Sandra Regina (Meleto), Flavia Neiva (Anito) e Raquel Aló (Pitonisa), além do multi-instrumentista Elias Santos, responsável pela trilha original do espetáculo. Majoritariamente feminina, a composição do elenco surge como um acaso da própria configuração do grupo, mas revela uma camada conceitual potente do espetáculo: uma estética anti-gênero, na qual o corpo do ator é entendido como instrumento ficcional livre para a criação de personagens, para além de papéis fixados por identidade. Ao mesmo tempo, esse dado acidental ganha força política e poética ao apontar um lugar de feminismo singular, em que as personagens podem ser vistas como mulheres dizendo a outras mulheres o conteúdo filosófico da peça.

Essa escolha dialoga diretamente com a realidade eleitoral brasileira, na qual as mulheres são maioria absoluta do eleitorado — mais de 81,8 milhões de eleitoras, correspondendo a 52,47% do total, sendo cerca de 20 milhões na faixa etária entre 45 e 59 anos — reforçando a pertinência de um espetáculo que convoca reflexão crítica, ética e política a partir de vozes femininas em cena.

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O Grupo-Teatro Caleidoscópio 

O Teatro Caleidoscópio é um projeto independente de pesquisa teatral fundado, desenvolvido e dirigido pelo ator e diretor André Amahro, que toma emprestadas as dinâmicas do caleidoscópio para orientar o trabalho do ator e da encenação. Nasceu em 1994, como projeto de extensão da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília, dando origem ao chamado Grupo Caleidoscópio. O projeto lhes rendeu um teatro de bolso, uma dissertação de Mestrado, três livros publicados, 25 espetáculos encenados, prêmios e indicações em festivais e o Prêmio Brasília 60 anos, conferido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. Participou três vezes do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea, em Brasília, e de mostras internacionais de teatro na França, Angola e Portugal. + em https://www.andreamahro.com/teatro-caleidoscopio

 

Serviço:

Cicuta, do Grupo-Teatro Caleidoscópio 

Local: Teatro Engrenagem

Endereço: SHCGN 708/709 Bloco B, entrada 30, subsolo

Temporada: de 31/7 a 9/8, sextas, às 20h, e sábados e domingos, às 18h

Ingressos: 60,00 (inteira) e 30,00 (meia entrada para estudantes, professores, 60 + e PCDs ou + 1 Kg de alimento não perecível)

Bilheteria: http://www.sympla.com.br/event__3500045

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Duração: 60 min

Informações: 61.99592 7107 (WhatsApp)

 

Ficha técnica:

Dramaturgia | André Amahro

Direção Geral | André Amahro 

Elenco | Vanessa Di Farias, Flavia Neiva, Sandra Regina Raquel Aló.

Iluminação | Claudio Lago

Produção | Grupo Caleidoscópio

Direção de Arte e Fotografias André Amahro e Claudio Lago

Trilha Sonora Original e Direção Musical | Elias Santos

Apoio | Sindilegis, NNC e Incentivo Cultural

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