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Contribuintes recorrem a empréstimos para antecipar restituição do Imposto de Renda

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Especialistas alertam para cuidados com taxas e condições contratuais

Com o início das declarações do Imposto de Renda 2025, cresce também a busca por empréstimos bancários que oferecem a antecipação da restituição. A modalidade tem atraído contribuintes que desejam ter acesso rápido ao valor que será devolvido pela Receita Federal, mas especialistas recomendam cautela.

Segundo a contadora Alessandra Neiva Amorim, do escritório Controller Assessoria Contábil, a decisão deve ser baseada em planejamento financeiro e atenção aos detalhes do contrato. “Essa linha de crédito pode ser interessante em casos pontuais, especialmente para quem tem urgência no recurso. Mas é fundamental analisar a taxa de juros cobrada e ter a certeza de que realmente terá direito à restituição, além de observar se o valor antecipado corresponde ao estimado”, orienta.

A restituição do IR é feita em lotes pela Receita Federal, geralmente entre maio e setembro, e o valor pode variar conforme a análise dos dados enviados na declaração. Muitos bancos oferecem o crédito com taxas mais baixas que as praticadas em linhas tradicionais, já que contam com a restituição como garantia de pagamento. Ainda assim, o contribuinte assume riscos caso haja pendências ou retenção em malha fina.

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Alessandra reforça: “É importante que o contribuinte tenha uma previsão realista do valor a receber. Uma declaração bem-feita, com o suporte de um contador, minimiza riscos e evita surpresas desagradáveis.”

A orientação é que o consumidor compare ofertas, avalie o Custo Efetivo Total (CET) e evite comprometer o orçamento com dívidas desnecessárias. Em muitos casos, a paciência pode ser mais vantajosa do que a pressa.

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ECONOMIA

SUPERQUARTA: COPOM E FED DECIDEM OS JUROS EM MEIO A CENÁRIO DE INCERTEZA NA ECONOMIA GLOBAL

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Foto: Otavio Henriques/pinterest.com

 

Nesta quarta-feira (17), o mercado financeiro acompanha uma das datas mais importantes do calendário econômico: a chamada Superquarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, a expectativa está voltada para os próximos passos da política monetária diante da inflação, da atividade econômica e dos impactos sobre crédito, consumo e investimentos.

Nos Estados Unidos, a reunião ganha um componente político e econômico adicional. Esta será a primeira decisão de juros sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Fed após ser indicado pelo presidente Donald Trump. O mercado acompanha os primeiros sinais da nova gestão e os possíveis reflexos para o dólar, os mercados globais e países emergentes, como o Brasil.

Para o cientista político e especialista em economia Henrique Hellas, da Continuum Private Assessoria de Investimentos, a expectativa do mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, passando de 14,50% para 14,25% ao ano. “Economicamente, o corte se justifica pois a taxa de juros real do Brasil está excessivamente alta e mesmo com um alívio pontual o Banco Central não retira o caráter restritivo da política monetária”, pontua Hellas.

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Segundo Hellas, o cenário ainda impõe desafios ao Comitê de Política Monetária. “Contudo esse número ainda configura um dilema para o Comitê de Política Monetária (COPOM), O IPCA acumulado dos últimos 12 meses, 4,72% ficou acima do teto da meta 4,50%, o cenário exige cautela. Caso o corte se confirme, espera-se um comunicado com tom mais ‘assimétrico para cima’, sinalizando riscos inflacionários e uma possível pausa no ciclo de flexibilização”.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 3,50% e 3,75%. Mais do que a decisão em si, o mercado deve acompanhar atentamente o Summary of Economic Projections (SEP), conhecido como Dot Plot, documento que reúne as projeções dos dirigentes do Fed para a trajetória futura dos juros.

Além disso, investidores e analistas aguardam a primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, que poderá trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

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