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Regularização do imóvel evita riscos financeiros e garante valorização 

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No país, quatro em cada dez imóveis não têm registro, o que representa riscos financeiros e desvalorização

 

A falta de regularização imobiliária ainda é um problema estrutural no Brasil. Segundo dados divulgados pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR), quatro em cada dez imóveis urbanos no país não estão devidamente regularizados, o que pode causar prejuízos financeiros e jurídicos. 

 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, só na cidade do Rio de Janeiro, aproximadamente 35% das moradias localizadas em áreas urbanas possuem algum tipo de irregularidade documental. O problema afeta desde imóveis populares até apartamentos de médio e alto padrão, que podem apresentar pendências como averbações incompletas ou divergência de metragens.

 

Uma propriedade é considerada irregular quando não está totalmente legalizada perante os órgãos públicos competentes, como informa o Jusbrasil. Isso pode incluir ausência de registro no Cartório de Registro de Imóveis, pendências tributárias, construções realizadas sem alvará ou fora dos padrões estabelecidos pelo município. 

 

O advogado e diretor jurídico do escritório Vila Nova e Brandão, Doutor Thiago Vila Nova, explica que a falta de registro ou atualização da matrícula do imóvel gera insegurança na posse e propriedade, facilita fraudes e impede a transmissão legal do bem, seja por compra e venda, inventário ou doação. 

 

“É muito importante pensar nisso, não só para vender ou comprar, mas também para a sua família, principalmente quando alguém falece e é preciso passar os bens adiante. Se o imóvel não estiver com a documentação em dia, ou seja, a chamada ‘matrícula regularizada’, não dá para fazer a escritura, nem registrar a compra no cartório”, alerta.

Segundo ele, isso significa que o comprador não se torna o verdadeiro dono legalmente, apenas tem a posse, o que é considerado um risco. Além disso, o imóvel perde valor e não pode ser usado como garantia em empréstimos ou financiamentos.

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“Há, ainda, dificuldades para obter alvarás e licenças, além de possíveis problemas tributários. E, em casos de sucessão, a irregularidade paralisa inventários e pode gerar conflitos entre herdeiros”, acrescenta. 

 

Sendo assim, o processo de regularizar imóveis é considerado fundamental para garantir segurança, plena transmissibilidade e valorização da propriedade. De acordo com informações do Jusbrasil, quando em conformidade legal, o imóvel pode ser valorizado em até 30%. A regularização também evita disputas de propriedade ou ordens de demolição.

 

O Jusbrasil aponta diferentes situações em que a regularização se faz necessária. Além da aquisição de uma propriedade, que deve ser acompanhada de escritura e registro na matrícula junto ao Oficial de Registro de Imóveis, o procedimento é exigido após a realização de obras ou modificações no bem, quando é preciso obter licenças e atualizar a documentação.

Também são citados os casos de heranças e sucessões, em que os herdeiros precisam transferir a propriedade de forma legal e documentada, e os de divórcio, que exigem a averbação da partilha no cartório para garantir que terceiros tenham conhecimento de que o imóvel passou a pertencer a apenas um dos ex-cônjuges, identificado como novo e único proprietário na matrícula.

 

Confira os documentos e etapas da regularização

De acordo com o Doutor Thiago Vila Nova, a regularização de imóveis pede atenção aos documentos necessários. Entre os principais estão a certidão atualizada do Registro Geral de Imóveis (RGI), o carnê do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), contratos de compra e venda, formal de partilha, escritura de doação ou inventário e comprovantes de posse.

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Também é preciso apresentar a documentação pessoal, como RG, CPF, certidão de estado civil e certidões negativas dos cartórios distribuidores, que comprovem a inexistência de ações judiciais em nome do proprietário.

 

Quanto às etapas da regularização, Vila Nova explica que elas variam conforme o tipo de procedimento, mas geralmente seguem uma estrutura semelhante. “Primeiro, é feita uma verificação completa da matrícula para entender a situação do imóvel e reunir toda a documentação necessária. Em seguida, elaboramos petições e formulários que serão analisados pelo cartório competente”, descreve.

 

Em alguns casos, também é necessário comunicar a terceiros interessados, garantindo que tenham prazo para se manifestar antes do registro definitivo. Após essa etapa, a documentação é encaminhada para o RGI, no qual a propriedade é formalmente reconhecida, conferindo ao titular todos os direitos legais sobre o bem.

 

Vila Nova destaca, ainda, que o trâmite de regularização no Brasil, quando acontece em via extrajudicial, costuma ser mais rápido e menos burocrático, desde que a documentação esteja completa e não haja impugnações. “Dessa forma, a maioria das regularizações individuais – como usucapião, adjudicação compulsória e inventário extrajudicial – pode ser concluída em menos de um ano. Esse modelo evita a burocracia e os custos elevados dos processos judiciais, assegurando que o proprietário possa usufruir plenamente de seu imóvel em um curto espaço de tempo.”

 

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ECONOMIA

Claudio Gonçalves destaca no programa Chega Mais Vale, do SBT, que inclusão racial é caminho para revelar talentos nas empresas

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No último dia 24 de julho, o empresário Claudio Gonçalves participou do programa Chega Mais Vale, exibido pelo SBT e apresentado por Vinicius Valverde, para abordar a importância da inclusão racial no ambiente corporativo e defender que as empresas ampliem as oportunidades para profissionais de diferentes origens.

Sócio-fundador do Espaço da Audição e idealizador do Podcast Arte de Vencer, Claudio explicou durante o Chega Mais Vale, do SBT, que a inclusão racial deixou de ser apenas uma pauta ligada à responsabilidade social e passou a fazer parte da estratégia das organizações que desejam crescer de forma sustentável, inovadora e competitiva.

Segundo o empresário, a diversidade contribui para a formação de equipes mais criativas, amplia a troca de experiências e fortalece a capacidade das empresas de encontrar soluções para os desafios do mercado. Para ele, o primeiro passo para uma inclusão efetiva é reconhecer o potencial das pessoas sem que fatores como cor da pele ou condição social sejam obstáculos para o desenvolvimento profissional.

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“Muita gente me pergunta sobre inclusão, mas eu sempre respondo de forma simples: é olhar para as pessoas como seres humanos. Acho que isso facilita. Independentemente da cor da pele ou da condição social, todas as pessoas têm talento”, afirmou durante entrevista ao Chega Mais Vale, do SBT.

Claudio também ressaltou que a inclusão vai muito além do cumprimento de cotas. Na sua avaliação, o grande desafio das empresas é criar oportunidades reais para que profissionais possam demonstrar suas habilidades e construir uma trajetória de crescimento.

“Eu nunca vi alguém dizer que quer uma oportunidade apenas por causa de uma cota. As pessoas querem uma oportunidade para mostrar o seu potencial. As empresas precisam desenvolver lideranças capazes não só de administrar talentos, mas também de encontrá-los”, disse.

Durante a entrevista exibida pelo grupo TH+ SBT Vale, o empresário chamou atenção para o potencial existente nas periferias brasileiras e destacou que milhares de pessoas possuem capacidade para ocupar posições de destaque, desde que tenham acesso à qualificação e às oportunidades necessárias.

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“Hoje há muitos talentos nas periferias, pessoas que só precisam de uma oportunidade. Se a empresa tiver paciência para oferecer as condições de aprendizado, tenho certeza de que encontrará profissionais brilhantes. Essa é a experiência que vivi como empresário. Na minha equipe, por exemplo, tenho um head de marketing e um assessor de imprensa e comunicação que tiveram oportunidades de crescimento e hoje desempenham um trabalho de excelência”, concluiu.

Ao longo da participação no programa Chega Mais Vale, do SBT, Claudio Gonçalves reforçou que investir em inclusão racial significa investir em pessoas, fortalecer a cultura organizacional e contribuir para um mercado de trabalho mais diverso, justo e preparado para os desafios do futuro.

Assista a entrevista completa através do canal do SBT no You Tube:

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