BRASÍLIA

EDUCAÇÃO

Carteira Nacional Docente do Brasil: saiba como emitir o documento

Publicado em

Professores das redes pública e privada de ensino de todo o país que ainda não emitiram a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB) podem solicitar gratuitamente o documento digital, que visa reconhecer oficialmente os profissionais do magistério e ampliar o acesso às políticas de valorização da carreira docente. Desde outubro de 2025, quando a emissão foi disponibilizada, já foram expedidas 860 mil carteiras.  

Com validade de dez anos em todo o território nacional, a CNDB integra o programa Mais Professores para o Brasil e reúne, em um único documento, a identificação profissional do docente e o acesso a benefícios exclusivos oferecidos pelo programa e por instituições parceiras, como descontos em atividades culturais e educacionais. 

Podem solicitar a CNDB professores em exercício com vínculo ativo em instituições de ensino reconhecidas, públicas ou privadas, da educação infantil ao ensino superior. Para emitir a carteira, é necessário possuir CPF regular junto à Receita Federal e cadastro ativo no e-Social realizado pela instituição empregadora. 

O documento funciona como identificação oficial, conferindo mais praticidade e segurança aos profissionais da educação. 

Como emitir a CNDB: 

A emissão é simples, gratuita e realizada de forma totalmente digital.  

  • O professor deve acessar a plataforma oficial do programa Mais Professores, utilizando uma conta Gov.br
  • Após o login, o sistema verifica automaticamente os critérios de elegibilidade, além de apresentar os dados cadastrais e o vínculo com a instituição de ensino. 
  • Em seguida, basta conferir as informações, preencher os dados de contato, tirar uma fotografia na própria plataforma e concluir a solicitação.    
  • Depois da validação, a versão digital da carteira fica disponível para acesso. 
  • Após a emissão da versão digital da CNDB, os solicitantes receberão a versão física em até 90 dias. 
Leia Também:  70% das escolas públicas têm conectividade adequada

Caso seja identificada alguma divergência nas informações profissionais, o docente deverá solicitar a atualização dos dados junto à instituição de ensino onde mantém vínculo antes de concluir o processo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) 

Fonte: Ministério da Educação

Advertisement

EDUCAÇÃO

Mês da Mulher Latino-Americana e Caribenha: IDOMED e Instituto Yduqs disponibilizam de forma gratuita o Curso de Letramento Étnico-Racial

Published

on

 

Formação possui 40 horas de carga horária e é voltada para estudantes, docentes, colaboradores e profissionais de saúde

No mês em que se celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o Instituto Yduqs e o IDOMED seguem a disponibilizar de forma gratuita o curso de letramento étnico-racial como parte do programa Mediversidade. A formação voltada a estudantes, docentes, colaboradores e profissionais da saúde, possui 40 horas de carga horária.

Os quatro módulos tratam de temas como autoconhecimento, manifestação do racismo na prática clínica, estratégias de enfrentamento e o papel de cada pessoa no processo de transformação institucional. Os interessados podem acessar todo o conteúdo em: https://www.idomed.com.br/letramento-mediversidade

“O curso de letramento étnico-racial reforça o nosso compromisso com uma educação médica mais inclusiva. Ele amplia o acesso a conteúdos que estimulam a equidade e contribuem para formar profissionais mais conscientes, empáticos e preparados para atuar em uma sociedade diversa. Democratizar o ensino também significa reconhecer e valorizar as experiências de grupos historicamente minorizados. Iniciativas como essa são fundamentais para transformar realidades e gerar impacto positivo — dentro e fora da sala de aula”, destacou Cláudia Romano, presidente do Instituto Yduqs e vice-presidente do Grupo Educacional Yduqs.

A ação reforça o compromisso do programa Mediversidade com a formação médica mais inclusiva. Dados de pesquisas nacionais e internacionais apontam que mulheres negras sofrem mais violência obstétrica, têm acesso mais restrito a cuidados especializados e maior subestimação da dor — elementos diretamente relacionados à formação e à atuação dos profissionais de saúde.

Leia Também:  Webinário apresenta estratégia de assistência técnica do Novo PAR

Programa Mediversidade

O Mediversidade foi lançado em 2024 no Fórum de Diversidade do Instituto Yduqs como um programa pioneiro no Brasil, com o objetivo de tornar o ensino da medicina mais diverso e atento aos impactos dos vieses sociais. A iniciativa surgiu a partir do dado de que apenas 4,5% das ilustrações em literatura médica representam peles negras — o que evidencia lacunas no processo formativo.

“O Mediversidade é mais do que uma iniciativa, é um movimento contínuo de transformação. Temos o dever de garantir que nossos futuros médicos compreendam e respeitem a pluralidade da população brasileira, especialmente no cuidado com as populações mais vulnerabilizadas”, destaca Silvio Pessanha Neto, CEO do IDOMED.

Com três pilares principais — Ensinar, Incluir e Mobilizar — o programa reúne metas de curto, médio e longo prazos. Entre elas: a revisão da matriz curricular dos cursos de Medicina (com 70% das unidades prevendo mudanças até 2026), a criação de um fundo para apoiar pesquisas sobre diversidade, a ampliação de vagas afirmativas para docentes e a reserva de 10% das bolsas sociais para estudantes negros, indígenas e pessoas com deficiência.

Leia Também:  PND: 77 municípios do Mato Grosso aderiram ao exame

Em 2025 a obra literária Nigrum Corpus, desenvolvida pelo Instituto Yduqs, IDOMED e Artplan, que reúne um estudo sobre o racismo no Brasil com relatos e dados reais, ganhou o Grand Prix na categoria Industry Craft, na maior premiação de criatividade do mundo, o Cannes Lions. O

primeiro prêmio da categoria para o segmento de educação no Brasil. Neste ano, a iniciativa obteve novo destaque ao conquistar o Grand Prix na categoria Glass: The Lion for Change, do Cannes Lions 2026 e um Leão de Bronze em Creative Data.

Outras ações em andamento incluem a aquisição de manequins de simulação realística com tons de pele diversos, a oferta de serviços assistenciais voltados a populações com marcadores étnico-raciais e o fomento à produção científica com foco em equidade na saúde. Em abril de 2024, por exemplo, o programa passou a apoiar projetos de pesquisa científica sobre diversidade nas 18 unidades de Medicina do IDOMED.

Para a professora e médica Amanda Machado, do IDOMED, o programa representa um avanço necessário: “O Mediversidade no curso de medicina, que é majoritariamente branco e elitista, se faz necessário e urgente como uma ação antirracista concreta. A formação médica deve se comprometer com a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra”, afirma.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI