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Destination Heavenly: alunos da Heavenly chegam ao Top 5 em programa internacional de STEAM em Orlando

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Crédito fotos Victor Brasil e Maria Cecília Marques de Sousa

Estudantes das unidades Asa Norte e Lago Sul participaram de imersão em ciência, tecnologia e inovação e chegaram ao Top 5 de competição internacional com apresentação diante de quase 300 participantes

Na Heavenly International School, aprender significa atravessar fronteiras, conectar conhecimento à realidade e preparar os alunos para transformar o mundo. Foi exatamente isso que viveram os 35 estudantes das unidades Asa Norte e Lago Sul durante a primeira participação da escola no programa internacional da Coded Education, em Orlando, uma experiência que traduz na prática a campanha institucional Destination Heavenly, levando os alunos da sala de aula ao palco da NASA.

Os estudantes foram acompanhados por Ms. Berta Biondi, coordenadora do Middle School no Lago Sul, Ms. Thamires Garcia, coordenadora do Middle School da unidade Asa Norte e Ms. Jéssica Germano, professora de Science do Lago Sul. A participação marcou a estreia da Heavenly no programa internacional desenvolvido pela Coded Education.

Para Ms. Berta, a experiência representa um avanço importante na proposta pedagógica da escola. “Mais do que uma viagem internacional, essa experiência simboliza nossa convicção de que a aprendizagem mais significativa acontece quando o conhecimento é aplicado em contextos reais, desafiadores e globalizados.”

Ao longo de nove dias, os estudantes participaram de workshops e desafios em locais como Universal Studios, Island of Adventure, Epic Universe, Disney’s Hollywood Studios e Kennedy Space Center, da NASA. Entre as atividades, tiveram contato com física aplicada às atrações, robótica, programação, inteligência artificial, engenharia e sustentabilidade.

Segundo Thamires, um dos aspectos que mais chamou a atenção foi justamente a conexão entre diferentes áreas do conhecimento. “Eles tiveram aulas de física no Disney Hollywood Studios e no Universal Studios. Já no Island of Adventure, puderam compreender a responsabilidade de diferentes profissionais no desenvolvimento das atrações. A princípio, se surpreenderam ao encontrar antropólogos e zoólogos atuando nesses projetos, mas logo perceberam como diferentes áreas precisam trabalhar juntas para garantir a ambientação realista e um storytelling mais crível e imersivo.”

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O principal desafio do programa foi desenvolver uma colônia espacial capaz de sustentar a vida humana em um ambiente remoto e extremo. Os grupos precisaram trabalhar infraestrutura, sustentabilidade, transporte, automação, finanças e inteligência artificial, além de apresentar as soluções desenvolvidas.

Durante toda a experiência, os educadores assumiram o papel de mentores. A proposta era que os próprios estudantes investigassem, errassem, debatessem, tomassem decisões e encontrassem soluções, desenvolvendo exatamente aquilo que a Heavenly acredita ser a essência da aprendizagem: autonomia, responsabilidade e protagonismo.

“Cabia a eles se comunicarem com assertividade, colocarem seu ponto de vista com clareza, manejarem o tempo, dividirem papéis e trabalharem a potencialidade de cada integrante. Não era apenas fazer um robô andar; eles precisavam construir todo um ambiente social e encontrar soluções para os problemas da colônia”, explica Thamires.

Um dos destaques da viagem foi a chegada dos alunos da Heavenly ao Top 5 da competição internacional, com apresentação do projeto na plenária da NASA diante de quase 300 participantes, 25 grupos, de diferentes países e de uma banca internacional de jurados. “Foi incrível ver como nossos estudantes possuem competência, preparo e confiança para ocupar espaços de relevância internacional”, afirma Ms. Berta.

Para Tainah Nóbrega, diretora de Comunicação e Marketing da instituição, chegar à NASA foi simbólico. “Mais do que apresentar um projeto diante de especialistas internacionais, os estudantes perceberam que o conhecimento adquirido na escola pode levá-los a qualquer lugar do mundo”, conta.

O inglês também esteve presente durante toda a experiência, utilizado nas atividades, discussões e apresentações. A proposta apresentada pela Heavenly às famílias já previa uma imersão acadêmica e cultural realizada integralmente em ambiente internacional.

Além do aprendizado acadêmico, as coordenadoras destacam o impacto da experiência no desenvolvimento da autonomia. “Eles precisaram administrar o tempo, cumprir horários, organizar seus espaços, tomar decisões, pôr em prática toda a criatividade e resolver problemas. Voltamos não apenas com estudantes que aprenderam mais sobre ciência e tecnologia, mas com jovens mais maduros, confiantes e conscientes do seu potencial”, afirma Ms. Berta.

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Para Ms. Thamires, a experiência também mostrou uma forma diferente de aprender. “Eles passaram nove dias sendo desafiados a resolver problemas, debater, chegar a consensos e recomeçar quando uma ideia não funcionava. O conteúdo era o meio, não o fim em si.”

O nervosismo antes da apresentação, a contagem regressiva, quase 300 pessoas na plateia e uma banca internacional de jurados transformaram aquele momento em algo que foi muito além do desempenho acadêmico. Quando os alunos da Heavenly subiram ao palco da NASA, não apresentaram apenas um projeto de engenharia e tecnologia. Levaram consigo dias de trabalho em equipe, decisões, erros, recomeços e superação. Era a formação integral acontecendo na prática: conhecimento, comunicação, responsabilidade, autonomia e confiança reunidos em um mesmo desafio.

A primeira participação da Heavenly no programa reforça uma visão de educação que ultrapassa os limites da sala de aula. Ao colocar os estudantes diante de situações reais, desafios complexos e contextos internacionais, a escola amplia os ambientes de aprendizagem e estimula a capacidade de colaborar, criar, tomar decisões e transformar conhecimento em ação.

“Acreditamos que a aprendizagem acontece quando o conhecimento ganha vida por meio de experiências reais. Por isso, experiências internacionais não são atividades complementares, mas parte da nossa proposta de formar jovens capazes de pensar globalmente, agir com responsabilidade e colocar seus talentos a serviço do mundo”, completa Tainah. Da sala de aula aos laboratórios da NASA, cada desafio vivido reafirma aquilo que move a missão da Heavenly: despertar talentos, acompanhar caminhos e transformar vidas.

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EDUCAÇÃO

IA faz a lição de casa, mas quem está aprendendo?

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No Colégio Objetivo DF, que integra o Grupo Blue Educação, discussão sobre uso consciente da inteligência artificial busca preparar estudantes para utilizar a tecnologia sem deixar de lado autonomia, pensamento crítico e construção do conhecimento

A inteligência artificial já entrou na rotina de crianças e adolescentes. Está presente nas pesquisas para trabalhos escolares, na resolução de exercícios, na produção de textos e até na preparação para provas. Com respostas prontas em poucos segundos, a tecnologia oferece praticidade, mas também traz uma nova questão para dentro das escolas: se a inteligência artificial faz a tarefa, quem está aprendendo?

Diante dessa realidade, instituições de ensino começam a substituir a lógica de proibição pelo desenvolvimento de uma cultura de uso consciente. A discussão sobre inteligência artificial tem feito parte das iniciativas voltadas à formação dos estudantes para um cenário em que a tecnologia estará cada vez mais presente no cotidiano.

A proposta é mostrar que a IA pode ser uma aliada no processo educacional, desde que não substitua a participação ativa do aluno. Para o professor Jean Rafael, coordenador de Robótica Educacional do Instituto Blue Educação, em Brasília, impedir completamente o contato dos estudantes com essas ferramentas não é uma estratégia realista.

“A IA veio para ficar. Não adianta dizer aos alunos que eles não podem utilizar a inteligência artificial durante os estudos ou para resolver as tarefas de casa. O que precisamos fazer é instruí-los para o uso correto dessa ferramenta.”

Entre o auxílio e o atalho

Um dos principais desafios está em diferenciar o uso da inteligência artificial como recurso de aprendizagem daquele em que a ferramenta simplesmente entrega a resposta pronta. Para os educadores, essa diferença é fundamental.

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Uma ferramenta de IA pode, por exemplo, ajudar o estudante a compreender um conceito, sugerir caminhos para uma pesquisa, apresentar diferentes formas de abordar determinado assunto ou auxiliar na organização das ideias. O problema aparece quando o aluno apenas copia o resultado e deixa de participar da construção do conhecimento.

“A IA é uma poderosa ferramenta e, como ferramenta, deve ser parte do processo de aprendizado. Ela não pode ser a parte absoluta, não pode ser o todo. O aluno precisa interagir com aquela inteligência artificial e alternar seu uso com meios de pesquisa tradicionais para construir todo o processo cognitivo que aquela tarefa foi pensada para desenvolver”, explica Jean Rafael.

A mudança também altera a relação do estudante com a própria pesquisa. Em vez de simplesmente procurar uma resposta, passa a ser necessário questionar a informação recebida, comparar fontes, identificar possíveis erros e compreender o conteúdo antes de utilizá-lo.

O que acontece quando a resposta vem pronta?

A preocupação das escolas não está apenas relacionada à possibilidade de cópia em trabalhos ou tarefas. O debate envolve uma questão mais profunda: o impacto que a dependência excessiva da tecnologia pode ter sobre o desenvolvimento das habilidades cognitivas.

Isso porque uma atividade escolar não é pensada apenas para chegar a uma resposta correta. Resolver um problema, escrever um texto ou pesquisar determinado assunto também envolve interpretação, raciocínio, tentativa, erro, seleção de informações e construção de argumentos.

“Quando passamos um dever de casa ou uma tarefa para os estudantes, não queremos simplesmente que eles resolvam por resolver. O mais importante é o que eles vão absorver e aprender durante o processo de resolução daquela tarefa.”

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Nesse sentido, utilizar a IA para eliminar justamente essa etapa pode fazer com que o estudante entregue uma atividade correta sem necessariamente ter aprendido o conteúdo. “Se a IA vem com a resposta pronta e o aluno simplesmente coloca a pergunta, copia a resposta e entrega, onde entra o processo de aprendizado? Esse processo é inexistente.”

Escola precisa ensinar também a usar a tecnologia

A presença da inteligência artificial amplia o papel da escola. Além de ensinar conteúdos tradicionais, educadores passam a ter o desafio de preparar os estudantes para utilizar tecnologias que já fazem parte de sua realidade.

Isso significa discutir ética, responsabilidade, checagem de informações e limites de uso, mas também ensinar os alunos a fazer perguntas melhores, analisar respostas e utilizar a tecnologia para ampliar e não substituir sua capacidade de pensar.

Para Jean, a ausência dessa orientação pode favorecer uma relação de dependência. “Se não tomarmos cuidado de instruir adequadamente nossos estudantes, eles vão se tornar cada vez mais dependentes desse tipo de ferramenta e seu desenvolvimento cognitivo pode ser prejudicado ao longo do processo educacional.”

A questão, portanto, já não é mais se os estudantes terão contato com a inteligência artificial. Para as escolas, o desafio é prepará-los para conviver com ela de maneira crítica e responsável. Afinal, em uma realidade na qual uma resposta pode estar a poucos segundos de distância, aprender a pensar continua sendo uma habilidade que nenhuma tecnologia deveria substituir.

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