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Ufam oferece atendimento de saúde a distância no Amazonas

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O Telessaúde da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) oferece atendimento especializado de saúde a distância para pacientes do estado. A iniciativa conecta profissionais de saúde das localidades a especialistas do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) da Ufam, permitindo avaliação de casos, apoio diagnóstico, assistência e definição de condutas de forma remota. 

Como funciona – O atendimento começa na unidade de saúde do município. Quando o profissional identifica a necessidade de avaliação especializada, o paciente é inserido na plataforma do Telessaúde. A equipe de regulação do HUGV/Ufam agenda a consulta online, que conta com a participação de especialista em Manaus, do profissional de saúde e do paciente no município de origem. 

Atualmente, o projeto oferece 19 especialidades, entre elas: cardiologia, cirurgia geral, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, ginecologia, nefrologia, neurologia, neurocirurgia, oftalmologia, ortopedia, pediatria, pneumologia, psiquiatria e odontologia. Também são oferecidos serviços de teleconsultoria, telediagnóstico, teleducação e segunda opinião formativa. 

A avaliação remota permite discutir diagnóstico e tratamento e, quando possível, possibilita que o próprio profissional de saúde realize o acompanhamento ou procedimento no município. Nos casos que exigem atendimento presencial, a telerregulação organiza o encaminhamento ao HUGV/Ufam, com exames e atendimento previamente programados. Após a consulta ou o procedimento, a contrarreferência e o telemonitoramento contribuem para a continuidade do cuidado no território. 

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Atendimentos – Entre janeiro e maio de 2026, foram registrados 973 atendimentos especializados. Desse total, 857, ou 88,07%, foram resolvidos por meio do Telessaúde, sem necessidade de atendimento presencial em Manaus. No mesmo período, foram realizadas 26 cirurgias em pacientes identificados e acompanhados pelas teleconsultas. 

O projeto possui adesão de 34 municípios e oito Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), com atendimento a populações indígenas, ribeirinhas e residentes em áreas remotas do Amazonas. 

Em 2025, o Telessaúde HUGV/Ufam realizou 1.551 teleinterconsultas, 1.305 telediagnósticos e 359 teleconsultorias, entre outros serviços, alcançando 6.271 participantes. Segundo dados da iniciativa, também foi registrada economia estimada de R$ 45 milhões, associada principalmente à redução de custos com deslocamentos e Tratamento Fora de Domicílio (TFD). 

A iniciativa integra o Núcleo Acadêmico-Técnico-Científico de Saúde Digital da Amazônia (NTSA), da Ufam, voltado ao desenvolvimento de ações de saúde digital na região. 

Para mais informações, consulte a página no Instagram do Telessaúde Ufam

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Ufam  

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Fonte: Ministério da Educação

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EDUCAÇÃO

IA faz a lição de casa, mas quem está aprendendo?

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No Colégio Objetivo DF, que integra o Grupo Blue Educação, discussão sobre uso consciente da inteligência artificial busca preparar estudantes para utilizar a tecnologia sem deixar de lado autonomia, pensamento crítico e construção do conhecimento

A inteligência artificial já entrou na rotina de crianças e adolescentes. Está presente nas pesquisas para trabalhos escolares, na resolução de exercícios, na produção de textos e até na preparação para provas. Com respostas prontas em poucos segundos, a tecnologia oferece praticidade, mas também traz uma nova questão para dentro das escolas: se a inteligência artificial faz a tarefa, quem está aprendendo?

Diante dessa realidade, instituições de ensino começam a substituir a lógica de proibição pelo desenvolvimento de uma cultura de uso consciente. A discussão sobre inteligência artificial tem feito parte das iniciativas voltadas à formação dos estudantes para um cenário em que a tecnologia estará cada vez mais presente no cotidiano.

A proposta é mostrar que a IA pode ser uma aliada no processo educacional, desde que não substitua a participação ativa do aluno. Para o professor Jean Rafael, coordenador de Robótica Educacional do Instituto Blue Educação, em Brasília, impedir completamente o contato dos estudantes com essas ferramentas não é uma estratégia realista.

“A IA veio para ficar. Não adianta dizer aos alunos que eles não podem utilizar a inteligência artificial durante os estudos ou para resolver as tarefas de casa. O que precisamos fazer é instruí-los para o uso correto dessa ferramenta.”

Entre o auxílio e o atalho

Um dos principais desafios está em diferenciar o uso da inteligência artificial como recurso de aprendizagem daquele em que a ferramenta simplesmente entrega a resposta pronta. Para os educadores, essa diferença é fundamental.

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Uma ferramenta de IA pode, por exemplo, ajudar o estudante a compreender um conceito, sugerir caminhos para uma pesquisa, apresentar diferentes formas de abordar determinado assunto ou auxiliar na organização das ideias. O problema aparece quando o aluno apenas copia o resultado e deixa de participar da construção do conhecimento.

“A IA é uma poderosa ferramenta e, como ferramenta, deve ser parte do processo de aprendizado. Ela não pode ser a parte absoluta, não pode ser o todo. O aluno precisa interagir com aquela inteligência artificial e alternar seu uso com meios de pesquisa tradicionais para construir todo o processo cognitivo que aquela tarefa foi pensada para desenvolver”, explica Jean Rafael.

A mudança também altera a relação do estudante com a própria pesquisa. Em vez de simplesmente procurar uma resposta, passa a ser necessário questionar a informação recebida, comparar fontes, identificar possíveis erros e compreender o conteúdo antes de utilizá-lo.

O que acontece quando a resposta vem pronta?

A preocupação das escolas não está apenas relacionada à possibilidade de cópia em trabalhos ou tarefas. O debate envolve uma questão mais profunda: o impacto que a dependência excessiva da tecnologia pode ter sobre o desenvolvimento das habilidades cognitivas.

Isso porque uma atividade escolar não é pensada apenas para chegar a uma resposta correta. Resolver um problema, escrever um texto ou pesquisar determinado assunto também envolve interpretação, raciocínio, tentativa, erro, seleção de informações e construção de argumentos.

“Quando passamos um dever de casa ou uma tarefa para os estudantes, não queremos simplesmente que eles resolvam por resolver. O mais importante é o que eles vão absorver e aprender durante o processo de resolução daquela tarefa.”

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Nesse sentido, utilizar a IA para eliminar justamente essa etapa pode fazer com que o estudante entregue uma atividade correta sem necessariamente ter aprendido o conteúdo. “Se a IA vem com a resposta pronta e o aluno simplesmente coloca a pergunta, copia a resposta e entrega, onde entra o processo de aprendizado? Esse processo é inexistente.”

Escola precisa ensinar também a usar a tecnologia

A presença da inteligência artificial amplia o papel da escola. Além de ensinar conteúdos tradicionais, educadores passam a ter o desafio de preparar os estudantes para utilizar tecnologias que já fazem parte de sua realidade.

Isso significa discutir ética, responsabilidade, checagem de informações e limites de uso, mas também ensinar os alunos a fazer perguntas melhores, analisar respostas e utilizar a tecnologia para ampliar e não substituir sua capacidade de pensar.

Para Jean, a ausência dessa orientação pode favorecer uma relação de dependência. “Se não tomarmos cuidado de instruir adequadamente nossos estudantes, eles vão se tornar cada vez mais dependentes desse tipo de ferramenta e seu desenvolvimento cognitivo pode ser prejudicado ao longo do processo educacional.”

A questão, portanto, já não é mais se os estudantes terão contato com a inteligência artificial. Para as escolas, o desafio é prepará-los para conviver com ela de maneira crítica e responsável. Afinal, em uma realidade na qual uma resposta pode estar a poucos segundos de distância, aprender a pensar continua sendo uma habilidade que nenhuma tecnologia deveria substituir.

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