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Instituto Sol é eleito entre as 100 Melhores ONGs do país em 2025

Prêmio destaca governança, impacto e transparência de ONG que tem transformado trajetórias de estudantes da rede pública em São Paulo

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O Instituto Sol, organização voltada à preparação de jovens de baixa renda para processos seletivos de escolas técnicas e universidades, foi incluído na lista das 100 Melhores ONGs do Brasil em 2025. O reconhecimento destaca organizações que se sobressaíram em critérios como governança, transparência, comunicação, gestão e impacto social.

O prêmio, realizado pela Certificadora Social e Ambev Voa, com apoio de Mercado Pago, Doare e Prosas, é considerado uma das principais premiações do terceiro setor no país.

Uma banca formada por pesquisadores, professores, jornalistas e lideranças sociais, com suporte metodológico da Fundação Getulio Vargas, analisa detalhadamente a estrutura, os processos e os pilares de atuação das organizações inscritas. Segundo os organizadores, o objetivo é identificar instituições que apresentam práticas consistentes de gestão e resultados verificáveis em suas áreas de atuação.

De acordo com Marcelo Estraviz, fundador da Certificadora Social, as organizações reconhecidas têm demonstrado capacidade de combinar eficiência administrativa com impacto social relevante:

“As instituições destacadas entre as Melhores ONGs do Brasil representam o que há de mais consistente, transparente e transformador no setor.”

Expansão do Programa Aurora

Nos últimos anos, o Instituto Sol tem ampliado sua presença na preparação para os vestibulinhos das ETECs por meio do Programa Aurora, voltado a estudantes do 9º ano da rede pública. O programa combina aulas presenciais, trilhas de estudo, uso de tecnologia educacional e pílulas de conteúdo via WhatsApp.

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Em 2025, o projeto passou por ajustes para aumentar a escala de atendimento. Segundo dados da organização, mais de 1.100 estudantes já participaram da iniciativa, com taxa de aprovação de 70% nas escolas para as quais se candidataram.

Apoio ao acesso ao ensino médio e superior

Além da preparação para ETECs, o Instituto Sol desenvolve ações voltadas ao ensino médio e superior por meio do Programa de Apoio, que oferece suporte pedagógico, socioemocional e profissional para estudantes em escolas privadas de alto desempenho e em universidades públicas e privadas, como USP, Unicamp, Unesp, FGV e Insper.

O programa atende até 100 jovens simultaneamente. Uma pesquisa conduzida pela Plano CDE estimou que estudantes acompanhados pela organização apresentam rendimento mensal adicional de cerca de R$ 4.883,78 na vida adulta, o que corresponderia a aproximadamente R$ 2,6 milhões em aumento projetado da renda ao longo da vida. 

Indicadores e gestão

A organização afirma que os resultados estão ligados a um modelo de gestão orientado por dados e por processos de monitoramento contínuo. Para Bruna Waitman, diretora executiva do Instituto Sol, o reconhecimento reforça a importância de iniciativas que ampliam o acesso à educação: “Quando jovens de baixa renda têm acesso a oportunidades educacionais de qualidade, há mudança real em suas trajetórias e nas de suas famílias. Nosso foco é avançar mantendo a consistência do acompanhamento.”

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Com o reconhecimento nacional e a expansão de seus programas, o Instituto Sol se posiciona como uma das organizações com atuação crescente na área de acesso educacional e preparação acadêmica no estado de São Paulo.

Sobre o Instituto Sol

Fundado em 2017, o Instituto Sol é uma organização sem fins lucrativos que, com o apoio de parceiros, amplia o acesso de jovens de baixa renda ao ensino médio, técnico e superior de qualidade. A instituição busca criar oportunidades para que adolescentes desenvolvam seu potencial acadêmico e alcancem independência financeira, impactando positivamente suas comunidades. O trabalho inclui, ainda, assistência psicológica e médica, além de um forte foco na adaptação social.

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CGTN:Do deserto à oportunidade: Os laços China-Egito se aprofundam em todos os setores

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PEQUIM, Sept. 04, 2026 (GLOBE NEWSWIRE) — A CGTN publicou um artigo destacando como a cooperação China-Egito cresceu além dos projetos industriais para abranger laços econômicos e estratégicos mais amplos. O artigo destaca a Zona de Cooperação Econômica e Comercial de Suez, o crescimento das exportações agrícolas egípcias para a China e o significado mais amplo do relacionamento de 70 anos dos dois países.

Uma década depois da China e o Egito lançarem a segunda fase da sua zona conjunta de cooperação econômica e comercial no deserto ao longo do Canal de Suez, a área se transformou em um polo industrial de quase 200 empresas, gerando cerca de 10 mil empregos e sendo um exemplo tangível de como a cooperação bilateral pode se traduzir em desenvolvimento local.

A Zona de Cooperação Econômica e Comercial China-Egito TEDA Suez atraiu empresas dos setores de materiais de construção, equipamentos petrolíferos, equipamentos elétricos e maquinário, com investimentos acumulados superiores a US$ 4,7 bilhões, segundo reportagens do jornal chinês People’s Daily. O que antes era um deserto subdesenvolvido passou a ser uma plataforma industrial que liga a Iniciativa do Cinturão e Estrada da China à estratégia de desenvolvimento do Egito para o Corredor do Canal de Suez.

A transformação é um exemplo da mudança mais ampla nos laços China-Egito, de projetos individuais de infraestrutura para a cooperação que conecta investimento, emprego e mercados. Durante as conversas com o presidente egípcio Abdel Fattah El-Sisi na quarta-feira, o presidente chinês Xi Jinping disse que os dois países devem aprofundar a cooperação e continuar avançando na criação de uma comunidade China-Egito com um futuro compartilhado.

Novo motor de desenvolvimento local

A zona de Suez tem avançado cada vez mais além da fabricação convencional, com projetos solares e uma economia circular emergente apontando para um desenvolvimento mais verde e de baixo carbono. A expansão para novos setores também trouxe benefícios mais diretos para a economia e a força de trabalho do Egito.

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Os projetos com investimento chinês ajudaram a fortalecer o fornecimento de energia no Egito, com um projeto de subestação de parque solar fornecendo cerca de 16.000 gigawatts-hora de eletricidade desde a sua conclusão, e empresas chinesas treinaram engenheiros e trabalhadores locais, com alguns funcionários egípcios ocupando cargos técnicos e de gestão. Em uma joint venture entre a China XD Electric e a egípcia EGEMAC, os funcionários locais representam 97% da força de trabalho.

Essa cooperação faz parte de um modelo mais amplo de desenvolvimento mutuamente benéfico. Em um artigo assinado publicado na mídia egípcia antes da sua visita, o presidente Xi disse que a China e o Egito devem "buscar benefícios mútuos e uma cooperação em que todos saiam ganhando, e estabelecer um modelo de referência para o desenvolvimento conjunto".

Produtos egípcios encontram um mercado crescente na China

A relação está cada vez mais bilateral, com os produtos egípcios ganhando maior acesso ao grande mercado consumidor da China.

O comércio da China com o Egito atingiu 95,19 bilhões de yuans (US$ 14,16 bilhões) nos primeiros sete meses de 2026, um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior, de acordo com dados oficiais chineses. As exportações chinesas para o Egito aumentaram 17,5%, enquanto as importações do Egito deram um salto de 49,4%.

O comércio agrícola tem sido uma área de crescimento particular. As importações chinesas de produtos agrícolas egípcios aumentaram 82,6% nos primeiros sete meses, representando 41,7% das importações totais Egito-China. O Egito foi o maior exportador de morangos congelados para a China e o terceiro maior exportador de linho, com os dois produtos respondendo por 96,7% e 7,7% das respectivas importações chinesas.

O Egito, um dos principais exportadores de laranja do mundo, exportou laranjas frescas no valor de cerca de US$ 26 milhões para a China em 2025. Um exportador agrícola que viaja para a China várias vezes por ano disse que a forte demanda por laranjas egípcias entre os consumidores chineses incentivou os produtores a melhorar a qualidade.

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Em um artigo, o jornal egípcio Al-Ahram afirmou que as medidas de tarifa zero da China para produtos africanos abriram o acesso a um mercado de mais de 1,4 bilhão de pessoas, ressaltando, porém, que tarifas mais baixas, por si sós, não garantiriam o sucesso. A qualidade do produto, o fornecimento estável e o marketing localizado continuarão sendo importantes para as empresas egípcias que buscam se expandir na China, disse o jornal.

Além dos laços bilaterais

O significado do relacionamento vai além do comércio e do investimento, já que a China e o Egito marcam 70 anos de laços diplomáticos. O Egito foi o primeiro país árabe e africano a estabelecer relações diplomáticas com a República Popular da China e, desde então, os dois países vem expandindo sua cooperação nos setores de cultura, educação, ciência e tecnologia, saúde e outros.

Xi disse que a China e o Egito são um exemplo de amizade, solidariedade e coordenação entre os países em desenvolvimento, observando que ambos são membros importantes do Sul Global.

A posição do Egito dá a essa parceria uma dimensão regional mais ampla. Como um importante país árabe e africano, o Egito serve de elo entre o mundo árabe e a África, enquanto a China e o Egito coordenam ações em fóruns multilaterais, como as Nações Unidas e os BRICS.

Em um momento de instabilidade persistente no Oriente Médio, Xi também defendeu uma maior autonomia regional em matéria de segurança, abordagens abrangentes para questões críticas, o desenvolvimento como base para a segurança e uma coordenação internacional mais sólida.

https://news.cgtn.com/news/2026-09-02/From-desert-to-opportunity-China-Egypt-ties-deepen-across-sectors-1Q7mph80npS/p.html

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