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Consórcio imobiliário ou financiamento, qual vale a pena?

Consórcio imobiliário deve crescer acima de 25% em 2026, impulsionado pela fuga do custo do financiamento tradicional, conforme projeção da ABAC. Compare o consorcio do financiamento e entenda qual vale mais a pena para o seu momento.

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Consórcio imobiliário ou financiamento, qual vale a pena?

Consórcio imobiliário deve crescer mais de 25% em 2026, segundo projeção da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). O aumento ocorre no contexto brasileiro, onde o crédito tradicional tem apresentado custos elevados, levando consumidores a buscar alternativas de aquisição de imóveis. A expectativa de expansão está baseada na busca por opções com menor carga de juros e maior flexibilidade de pagamento.

A Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) registrou movimentação de R$ 134,6 bilhões em crédito imobiliário no ano de 2025. Em paralelo, a ABAC projeta crescimento superior a 25% nos consórcios de imóveis para 2026, indicando mudança de comportamento no mercado habitacional.

Para saber se o consórcio vale a pena, é importante fazer uma análise detalhada de todas as taxas (administração, adesão, seguro, fundo de reserva) e dos índices de correção antes da assinatura de contrato, a fim de garantir alinhamento entre prazo desejado, capacidade de pagamento mensal e tolerância ao tempo de espera.

O que vale mais a pena: consórcio imobiliário ou financiamento?

Os dois caminhos levam ao imóvel, mas a escolha depende do perfil, da urgência e do momento financeiro de cada um. Segundo Samuel Sales, fundador da House Campolim, "a principal diferença entre quem faz o consórcio satisfeito e quem acaba se decepcionando está na estratégia. Não é sorte, é estratégia".

O financiamento entrega o bem imediatamente, mas exige entrada e pagamento de juros compostos ao longo do prazo, enquanto o consórcio é a formação de poupança coletiva até a contemplação, seja por sorteio ou lance. Para quem dispõe de entrada e deseja aquisição em curto prazo, o mercado secundário de cartas contempladas permite a negociação à vista, eliminando os juros típicos do financiamento.

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No consórcio imobiliário, além da taxa de administração, incidem taxa de adesão, fundo de reserva e seguros obrigatórios. Os contratos ainda preveem índices de correção, como o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que ajustam a carta de crédito para preservar seu poder de compra antes da contemplação.

Juros do financiamento vs. taxa do consórcio: o que vale mais no longo prazo

Em termos de custo total, o financiamento incorpora juros desde a primeira parcela, podendo dobrar o valor original do imóvel ao final do contrato. O consórcio, por sua vez, costuma gerar acréscimo entre 20% e 30% sobre o valor do bem, considerando taxas e correções. Em um consórcio de R$ 1 milhão, por exemplo, a diferença impacta diretamente o fluxo de caixa do comprador.

A contemplação no consórcio ocorre por sorteio ou lance. Nos sorteios mensais, a probabilidade de ser escolhido no primeiro mês pode ser inferior a 1% em grupos com centenas de participantes, aumentando gradativamente à medida que cotas são contempladas. Os lances podem ser fixos, livres ou embutidos; no lance livre, vence quem oferece o maior valor, enquanto no lance embutido, o consorciado utiliza parte da própria carta de crédito como oferta, sem desembolso imediato.

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Comparações entre consórcio e investimentos de renda fixa são recorrentes, embora as finalidades difiram. A renda fixa acumula capital com juros compostos e só disponibiliza o montante ao término do período. O consórcio pode conceder a carta de crédito antes do encerramento do plano, permitindo a compra do imóvel enquanto as parcelas continuam sendo pagas.

Caso a contemplação ocorra apenas ao final do prazo, a carta de crédito é reajustada anualmente pelos índices contratuais, podendo dobrar seu valor nominal em planos de 15 anos. No financiamento, os juros pagos mensalmente não retornam ao comprador.

Como descobrir se o consórcio é a opção que mais vale a pena

O consórcio atende especialmente pessoas físicas que buscam alternativa ao financiamento, bem como autônomos e microempreendedores individuais sem comprovação formal de renda. A modalidade dispensa entrada e permite adequar o ritmo de pagamento ao orçamento, com possibilidade de antecipar a contemplação por lance. Quando a urgência de aquisição supera a capacidade de espera, o financiamento pode ser mais adequado, apesar do custo maior.

Para saber se vale a pena fazer consórcio imobiliário, basta falar com os especialistas em consórcios da House Campolim.

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Alta da inadimplência reforça cuidados com as finanças

Com o Brasil registrando recorde de inadimplência, economista orienta como recuperar o controle do orçamento, negociar débitos e evitar novos atrasos

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Alta da inadimplência reforça cuidados com as finanças

O número de brasileiros com dificuldades para manter as contas em dia continua crescendo e acende um alerta sobre a saúde financeira das famílias. Em maio de 2026, o país chegou a 75,06 milhões de consumidores com restrições no CPF, o equivalente a 44,8% da população adulta, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando analisado em conjunto com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em maio deste ano, 81,6% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, o maior índice desde o início da série histórica da pesquisa, em 2010. O cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento e foi apontado pela entidade como um dos fatores que mais pressionam o orçamento das famílias, devido às elevadas taxas de juros.

De acordo com dados da Agência Senado, o aumento do custo de vida, os juros elevados, a expansão do crédito rotativo e até o impacto das apostas online sobre o orçamento doméstico têm contribuído para esse cenário. Segundo Ricardo de Almeida, diretor financeiro do Cartão de TODOS, isso torna cada vez mais importante adotar estratégias para recuperar o equilíbrio financeiro. "Retomar o acesso ao crédito é uma conquista importante, mas reconstruir a saúde financeira exige disciplina, planejamento e novos hábitos. Isso permite conquistar tranquilidade, previsibilidade e qualidade de vida", afirma.

Endividamento e inadimplência não são a mesma coisa

Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, eles representam situações diferentes.

Uma pessoa endividada é aquela que possui compromissos financeiros assumidos, como financiamento, empréstimo, parcelas do cartão de crédito ou crediário. Isso não significa, necessariamente, que exista um problema financeiro, desde que os pagamentos estejam sendo feitos dentro do prazo.

Já a inadimplência ocorre quando essas contas deixam de ser pagas na data de vencimento. Dependendo do tempo de atraso, o consumidor pode ter o nome incluído em cadastros de proteção ao crédito, além de sofrer com o acúmulo de juros e multas.

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Segundo Ricardo, os sinais de desequilíbrio financeiro costumam aparecer muito antes da negativação. "O primeiro deles é quando a pessoa começa a parcelar no cartão de crédito despesas básicas, como supermercado, combustível ou contas da casa", alerta.

De acordo com o executivo, fechar o mês sem "conseguir poupar nenhum valor, atrasar pequenas contas ou precisar escolher qual boleto pagar primeiro" também é um sinal preocupante. Ele reforça que "quando o orçamento deixa de fechar todos os meses, é hora de agir. Esperar a inadimplência chegar torna a recuperação muito mais difícil, pois existe um acúmulo e, muitas vezes, juros e multas", explica.

Como reorganizar as finanças e sair da inadimplência

1) Fazer um diagnóstico completo das dívidas

O primeiro passo é entender exatamente qual é a situação financeira. Reúna todas as informações sobre as dívidas em uma planilha, aplicativo ou até mesmo em um caderno. Ter essa visão completa facilita a definição de prioridades e evita que contas mais caras continuem crescendo sem controle. É importante identificar:

  • Quanto é devido;
  • Para quem a dívida deve ser paga;
  • Quais juros estão sendo cobrados;
  • Quais débitos representam maior risco financeiro.

2) Organizar o orçamento da família

Depois de mapear as dívidas, é hora de entender como o dinheiro entra e sai todos os meses. A recomendação é listar toda a renda familiar e organizar as despesas por ordem de prioridade, diferenciando gastos essenciais, despesas fixas, despesas variáveis e gastos que podem ser reduzidos ou eliminados temporariamente. Esse planejamento ajuda a adequar o padrão de consumo à realidade financeira e cria espaço no orçamento para quitar os débitos.

3) Priorizar as dívidas com juros mais altos

Nem todas as dívidas têm o mesmo impacto no orçamento. Cartão de crédito, cheque especial e alguns financiamentos costumam apresentar as maiores taxas de juros do mercado. Por isso, devem ser negociados primeiro para impedir que o saldo devedor continue aumentando mês após mês.

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4) Aproveitar oportunidades para renegociar

Quanto mais tempo uma dívida permanece em atraso, maior tende a ser o valor final por causa dos juros e das multas. Por isso, acompanhar campanhas de renegociação, programas especiais e feirões pode representar uma oportunidade de reduzir significativamente o saldo devedor e reorganizar as finanças.

5) Começar uma reserva financeira, mesmo que pequena

Após renegociar as dívidas, o próximo desafio é evitar que novos imprevistos levem novamente ao endividamento. Guardar uma pequena quantia todos os meses ajuda a formar uma reserva de emergência, reduzindo a necessidade de recorrer ao cartão de crédito ou ao cheque especial diante de despesas inesperadas.

Como negociar dívidas de forma mais eficiente

Negociar não significa apenas conseguir um desconto. O objetivo deve ser encontrar um acordo que realmente caiba no orçamento e possa ser cumprido até o fim. "É importante levantar o valor da dívida inicial e o valor atual com juros, pois isso ajuda saber realmente o que está pagando e aumenta o poder de negociação. Não adianta aceitar uma parcela que será impossível pagar daqui dois meses", acentua Ricardo.

O economista também aponta a importância de feirões e campanhas de renegociação, como a iniciativa "Desconto que desenrola", do Cartão de TODOS, que acontece até 31 de julho e oferece até 50% de desconto e parcelamento em até 6x para clientes regularizarem suas dívidas. "Essas iniciativas ajudam muitos brasileiros a darem o primeiro passo para terem uma melhor qualidade de vida, com descontos e condições facilitadas", destaca.

Os erros mais comuns após renegociar as dívidas

  • Acreditar que quitar a dívida resolve definitivamente o problema;
  • Retomar rapidamente um padrão de consumo elevado;
  • Voltar a utilizar todo o limite do cartão de crédito;
  • Não controlar os pequenos gastos diários;
  • Deixar de construir uma reserva para imprevistos.

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