BRASÍLIA

Notícias Corporativas

Pé diabético: como o diabetes compromete a saúde dos pés

O pé diabético é uma das complicações mais graves do diabetes e resulta de danos progressivos nos nervos e na circulação. Identificar os sinais precoces e adotar cuidados adequados pode evitar consequências graves, incluindo amputações.

Publicado em

Pé diabético: como o diabetes compromete a saúde dos pés

Quem convive com diabetes — ou cuida de alguém que tem — provavelmente já ouviu falar em pé diabético. Mas o que muita gente não sabe é que essa complicação raramente aparece com dor. Na maioria das vezes, ela começa em silêncio: uma pequena bolha, um corte insignificante, um calo que ninguém levou a sério. E é justamente aí que está o perigo.

O diabetes, quando não controlado por longos períodos, causa danos progressivos nos nervos e nos vasos sanguíneos — especialmente nos pés e pernas. Esses danos fazem com que a pessoa perca gradualmente a sensibilidade na região, deixando de sentir dor, calor ou pressão. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), essa alteração nos nervos, chamada de neuropatia periférica, é responsável por cerca de dois terços de todas as amputações não causadas por acidentes no Brasil.

O pé diabético se desenvolve quando essa perda de sensibilidade se combina com a circulação comprometida e com pequenas lesões que, sem dor para alertar o paciente, evoluem sem tratamento. O resultado pode ser uma ferida que não cicatriza, uma infecção que se aprofunda nos tecidos e, nos casos mais graves, a necessidade de amputação. Uma análise realizada em 27 capitais brasileiras ao longo de dez anos registrou mais de 45.000 complicações associadas ao pé diabético — número que mais que triplicou entre 2008 e 2018.

Segundo a estomaterapeuta Dra. Micheline Sarquis, o silêncio da doença é o principal obstáculo para o diagnóstico precoce. "Muitos pacientes chegam ao consultório sem saber que tinham uma ferida no pé. A perda de sensibilidade faz com que pequenas lesões passem despercebidas por muito tempo", explica a especialista.

Leia Também:  KEMRI e NEC anunciam ensaios sobre sistema de gestão de vacinação por biometria para recém-nascidos no Quênia

A profissional reforça que o exame regular dos pés precisa fazer parte da rotina de qualquer pessoa com diabetes. "Não adianta esperar a dor aparecer, porque muitas vezes ela não vai aparecer. O paciente diabético precisa olhar para os próprios pés com atenção, todos os dias — e ter avaliação especializada com regularidade", afirma.

Na prática, alguns cuidados simples fazem grande diferença na prevenção. A Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) atualizada em 2025 recomenda que pessoas com diabetes não andem descalças, mesmo dentro de casa, usem calçados adequados que não apertem os pés e façam o autoexame com regularidade — observando a presença de calosidades, rachaduras, feridas ou qualquer alteração na pele. A frequência da avaliação profissional varia conforme o nível de risco de cada paciente.

Por trás de tudo isso está o controle da glicemia. Uma revisão científica publicada no PMC (2025) confirma que manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos valores adequados é o fator mais determinante para evitar o avanço das complicações do pé diabético — e que, quando o controle glicêmico falha por muito tempo, os danos nos nervos e na circulação se tornam cada vez mais difíceis de reverter.

Para Adrian Bester, nutricionista integrativo, a alimentação é o ponto de partida desse controle. "O que o paciente come todos os dias tem impacto direto nos níveis de glicose no sangue e, consequentemente, no risco de complicações como o pé diabético. Uma dieta para diabetes baseada em alimentos de baixo índice glicêmico, com controle de carboidratos refinados e rica em fibras, proteínas e gorduras saudáveis, é uma das ferramentas mais eficazes para manter a glicemia estável e proteger o organismo a longo prazo", afirma o especialista.

Leia Também:  WhatsApp é alternativa para o mercado de moda

Esse papel da alimentação tem respaldo científico direto. Um estudo clínico publicado no PMC (2025) demonstrou que intervenções alimentares baseadas em evidências reduziram significativamente a resistência à insulina e os níveis de açúcar no sangue em pacientes com diabetes tipo 2, reforçando essa abordagem como estratégia central no manejo da doença.

Familiares e cuidadores têm papel importante nesse processo, especialmente quando o paciente tem dificuldade de enxergar os próprios pés ou de realizar o autoexame sozinho. Vermelhidão, inchaço, feridas que demoram a cicatrizar ou qualquer mudança na aparência da pele dos pés são sinais que merecem atenção imediata e encaminhamento para avaliação especializada.

"Quando identificado cedo, o pé diabético tem grande chance de ser tratado sem complicações graves. O problema é quando o paciente espera demais para buscar ajuda — e aí o quadro já avançou para algo muito mais difícil de resolver", conclui a Dra. Micheline Sarquis.

Mais informações podem ser encontradas em https://institutomichelinesarquis.com/

Advertisement

Notícias Corporativas

Alta da inadimplência reforça cuidados com as finanças

Com o Brasil registrando recorde de inadimplência, economista orienta como recuperar o controle do orçamento, negociar débitos e evitar novos atrasos

Published

on

By

Alta da inadimplência reforça cuidados com as finanças

O número de brasileiros com dificuldades para manter as contas em dia continua crescendo e acende um alerta sobre a saúde financeira das famílias. Em maio de 2026, o país chegou a 75,06 milhões de consumidores com restrições no CPF, o equivalente a 44,8% da população adulta, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando analisado em conjunto com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em maio deste ano, 81,6% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, o maior índice desde o início da série histórica da pesquisa, em 2010. O cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento e foi apontado pela entidade como um dos fatores que mais pressionam o orçamento das famílias, devido às elevadas taxas de juros.

De acordo com dados da Agência Senado, o aumento do custo de vida, os juros elevados, a expansão do crédito rotativo e até o impacto das apostas online sobre o orçamento doméstico têm contribuído para esse cenário. Segundo Ricardo de Almeida, diretor financeiro do Cartão de TODOS, isso torna cada vez mais importante adotar estratégias para recuperar o equilíbrio financeiro. "Retomar o acesso ao crédito é uma conquista importante, mas reconstruir a saúde financeira exige disciplina, planejamento e novos hábitos. Isso permite conquistar tranquilidade, previsibilidade e qualidade de vida", afirma.

Endividamento e inadimplência não são a mesma coisa

Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, eles representam situações diferentes.

Uma pessoa endividada é aquela que possui compromissos financeiros assumidos, como financiamento, empréstimo, parcelas do cartão de crédito ou crediário. Isso não significa, necessariamente, que exista um problema financeiro, desde que os pagamentos estejam sendo feitos dentro do prazo.

Já a inadimplência ocorre quando essas contas deixam de ser pagas na data de vencimento. Dependendo do tempo de atraso, o consumidor pode ter o nome incluído em cadastros de proteção ao crédito, além de sofrer com o acúmulo de juros e multas.

Leia Também:  Bloco K: em 2023 empresas poderão optar pela forma simplificada da escrituração

Segundo Ricardo, os sinais de desequilíbrio financeiro costumam aparecer muito antes da negativação. "O primeiro deles é quando a pessoa começa a parcelar no cartão de crédito despesas básicas, como supermercado, combustível ou contas da casa", alerta.

De acordo com o executivo, fechar o mês sem "conseguir poupar nenhum valor, atrasar pequenas contas ou precisar escolher qual boleto pagar primeiro" também é um sinal preocupante. Ele reforça que "quando o orçamento deixa de fechar todos os meses, é hora de agir. Esperar a inadimplência chegar torna a recuperação muito mais difícil, pois existe um acúmulo e, muitas vezes, juros e multas", explica.

Como reorganizar as finanças e sair da inadimplência

1) Fazer um diagnóstico completo das dívidas

O primeiro passo é entender exatamente qual é a situação financeira. Reúna todas as informações sobre as dívidas em uma planilha, aplicativo ou até mesmo em um caderno. Ter essa visão completa facilita a definição de prioridades e evita que contas mais caras continuem crescendo sem controle. É importante identificar:

  • Quanto é devido;
  • Para quem a dívida deve ser paga;
  • Quais juros estão sendo cobrados;
  • Quais débitos representam maior risco financeiro.

2) Organizar o orçamento da família

Depois de mapear as dívidas, é hora de entender como o dinheiro entra e sai todos os meses. A recomendação é listar toda a renda familiar e organizar as despesas por ordem de prioridade, diferenciando gastos essenciais, despesas fixas, despesas variáveis e gastos que podem ser reduzidos ou eliminados temporariamente. Esse planejamento ajuda a adequar o padrão de consumo à realidade financeira e cria espaço no orçamento para quitar os débitos.

3) Priorizar as dívidas com juros mais altos

Nem todas as dívidas têm o mesmo impacto no orçamento. Cartão de crédito, cheque especial e alguns financiamentos costumam apresentar as maiores taxas de juros do mercado. Por isso, devem ser negociados primeiro para impedir que o saldo devedor continue aumentando mês após mês.

Leia Também:  Jovens de todo o mundo são convidados a se inscrever no Programa de Embaixadores da Doha Debates

4) Aproveitar oportunidades para renegociar

Quanto mais tempo uma dívida permanece em atraso, maior tende a ser o valor final por causa dos juros e das multas. Por isso, acompanhar campanhas de renegociação, programas especiais e feirões pode representar uma oportunidade de reduzir significativamente o saldo devedor e reorganizar as finanças.

5) Começar uma reserva financeira, mesmo que pequena

Após renegociar as dívidas, o próximo desafio é evitar que novos imprevistos levem novamente ao endividamento. Guardar uma pequena quantia todos os meses ajuda a formar uma reserva de emergência, reduzindo a necessidade de recorrer ao cartão de crédito ou ao cheque especial diante de despesas inesperadas.

Como negociar dívidas de forma mais eficiente

Negociar não significa apenas conseguir um desconto. O objetivo deve ser encontrar um acordo que realmente caiba no orçamento e possa ser cumprido até o fim. "É importante levantar o valor da dívida inicial e o valor atual com juros, pois isso ajuda saber realmente o que está pagando e aumenta o poder de negociação. Não adianta aceitar uma parcela que será impossível pagar daqui dois meses", acentua Ricardo.

O economista também aponta a importância de feirões e campanhas de renegociação, como a iniciativa "Desconto que desenrola", do Cartão de TODOS, que acontece até 31 de julho e oferece até 50% de desconto e parcelamento em até 6x para clientes regularizarem suas dívidas. "Essas iniciativas ajudam muitos brasileiros a darem o primeiro passo para terem uma melhor qualidade de vida, com descontos e condições facilitadas", destaca.

Os erros mais comuns após renegociar as dívidas

  • Acreditar que quitar a dívida resolve definitivamente o problema;
  • Retomar rapidamente um padrão de consumo elevado;
  • Voltar a utilizar todo o limite do cartão de crédito;
  • Não controlar os pequenos gastos diários;
  • Deixar de construir uma reserva para imprevistos.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI