BRASÍLIA

Notícias Corporativas

O que esperar do CX no segundo semestre de 2026

Estudos do Boston Consulting Group e da KPMG apontam que a integração de inteligência artificial, análise de dados e governança humana eleva a experiência do cliente e impulsiona o crescimento empresarial. Tendências para 2026, destacadas pela NICE, reforçam a necessidade de orquestração end‑to‑end e de IA centrada no ser humano para atender expectativas cada vez mais exigentes.

Publicado em

O que esperar do CX no segundo semestre de 2026

A experiência do cliente (CX) está sob um novo grau de exigência. A convergência entre dados, inteligência artificial e sensibilidade humana tornou-se um requisito operacional para organizações que desejam sustentar crescimento e relevância. O debate já não gira em torno da adoção de tecnologia, e sim de como orquestrar interações de forma consistente, previsível e confiável ao longo de toda a jornada.

Os impactos desse movimento são mensuráveis. Um estudo do Boston Consulting Group (BCG) indica que empresas líderes em experiência do cliente apresentam crescimento 190% superior à média dos setores em que atuam. O dado reforça, portanto, que CX está diretamente associado à performance do negócio, influenciando fidelização, eficiência e valor de longo prazo.

O relatório Global Customer Experience Excellence (CEE) 2025–2026, da KPMG evidencia um descompasso crescente entre a velocidade de evolução das expectativas dos consumidores e a capacidade de adaptação das empresas. O público passou a exigir interações fluidas, personalizadas e proativas em todos os canais, com tolerância cada vez menor a falhas, repetições ou experiências fragmentadas. A pesquisa, baseada em mais de 80 mil consumidores em diversos mercados, mostra que organizações de referência estão migrando de iniciativas experimentais para modelos de execução estruturados, orientados por dados e inteligência ativa.

Leia Também:  Astana International Forum ocorre esta semana no Cazaquistão

Nesse cenário, o conceito de Experiência Total ganha centralidade, a partir da necessidade de integração entre experiência do cliente, experiência do colaborador, parceiros e ecossistema. A lógica, nesse modelo, é que experiências externas consistentes dependem de processos internos bem conectados, equipes capacitadas e sistemas capazes de operar de forma integrada e em tempo real.

Recentemente, a NICE, um dos principais players globais em tecnologia para CX, também reforçou esse direcionamento. Entre as tendências apresentadas para guiar o setor em 2026, o foco está na rápida aceitação do monitoramento da inteligência artificial por parte da alta liderança. A governança da IA deve passar a ocupar espaço estratégico, refletindo preocupações com confiança, reputação e impacto nos resultados.

Outro ponto relevante é a orquestração de ponta a ponta como elemento-chave de diferenciação. A capacidade de conectar dados, canais e decisões em tempo real permite antecipar demandas, reduzir fricções e oferecer respostas coerentes, independentemente do ponto de contato. A inteligência conectada, quando bem aplicada, transforma grandes volumes de informação em insights acionáveis, elevando a qualidade das decisões e a eficiência operacional.

Leia Também:  Promoções podem influenciar decisão de compra do consumidor

Paradoxalmente, quanto mais avançada a tecnologia, maior a valorização do fator humano. A confiança em escala, outro ponto destacado nas tendências da NICE, depende de uma IA centrada no ser humano, que apoie decisões sem eliminar empatia, escuta qualificada e julgamento contextual. Em interações complexas ou sensíveis, a presença humana continua sendo determinante para a percepção de valor.

Esse movimento dialoga diretamente com o perfil do consumidor em 2026. Trata-se de um cliente mais experiente, pragmático e consciente, que reconhece os benefícios da automação, mas espera funcionalidade, clareza e coerência. O encantamento artificial perde espaço para experiências resolutivas, transparentes e confiáveis. Sendo assim, organizações que automatizam sem critério tendem a comprometer a relação, enquanto aquelas que equilibram tecnologia e sensibilidade constroem vínculos mais sólidos.

O que se projeta para 2026 é uma experiência do cliente menos improvisada e mais disciplinada, com dados, inteligência e empatia operando de forma integrada, e a execução ganhando o mesmo peso da visão estratégica.

Sem dúvida, as empresas que conseguirem alinhar governança, tecnologia e cultura estarão mais bem posicionadas para crescer, reter clientes e sustentar relevância em qualquer mercado.

Advertisement

Notícias Corporativas

Alta da inadimplência reforça cuidados com as finanças

Com o Brasil registrando recorde de inadimplência, economista orienta como recuperar o controle do orçamento, negociar débitos e evitar novos atrasos

Published

on

By

Alta da inadimplência reforça cuidados com as finanças

O número de brasileiros com dificuldades para manter as contas em dia continua crescendo e acende um alerta sobre a saúde financeira das famílias. Em maio de 2026, o país chegou a 75,06 milhões de consumidores com restrições no CPF, o equivalente a 44,8% da população adulta, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando analisado em conjunto com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em maio deste ano, 81,6% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, o maior índice desde o início da série histórica da pesquisa, em 2010. O cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento e foi apontado pela entidade como um dos fatores que mais pressionam o orçamento das famílias, devido às elevadas taxas de juros.

De acordo com dados da Agência Senado, o aumento do custo de vida, os juros elevados, a expansão do crédito rotativo e até o impacto das apostas online sobre o orçamento doméstico têm contribuído para esse cenário. Segundo Ricardo de Almeida, diretor financeiro do Cartão de TODOS, isso torna cada vez mais importante adotar estratégias para recuperar o equilíbrio financeiro. "Retomar o acesso ao crédito é uma conquista importante, mas reconstruir a saúde financeira exige disciplina, planejamento e novos hábitos. Isso permite conquistar tranquilidade, previsibilidade e qualidade de vida", afirma.

Endividamento e inadimplência não são a mesma coisa

Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, eles representam situações diferentes.

Uma pessoa endividada é aquela que possui compromissos financeiros assumidos, como financiamento, empréstimo, parcelas do cartão de crédito ou crediário. Isso não significa, necessariamente, que exista um problema financeiro, desde que os pagamentos estejam sendo feitos dentro do prazo.

Já a inadimplência ocorre quando essas contas deixam de ser pagas na data de vencimento. Dependendo do tempo de atraso, o consumidor pode ter o nome incluído em cadastros de proteção ao crédito, além de sofrer com o acúmulo de juros e multas.

Leia Também:  TLP abre 80 vagas de Instalador(a) Multiskill Trainee no Rio de Janeiro

Segundo Ricardo, os sinais de desequilíbrio financeiro costumam aparecer muito antes da negativação. "O primeiro deles é quando a pessoa começa a parcelar no cartão de crédito despesas básicas, como supermercado, combustível ou contas da casa", alerta.

De acordo com o executivo, fechar o mês sem "conseguir poupar nenhum valor, atrasar pequenas contas ou precisar escolher qual boleto pagar primeiro" também é um sinal preocupante. Ele reforça que "quando o orçamento deixa de fechar todos os meses, é hora de agir. Esperar a inadimplência chegar torna a recuperação muito mais difícil, pois existe um acúmulo e, muitas vezes, juros e multas", explica.

Como reorganizar as finanças e sair da inadimplência

1) Fazer um diagnóstico completo das dívidas

O primeiro passo é entender exatamente qual é a situação financeira. Reúna todas as informações sobre as dívidas em uma planilha, aplicativo ou até mesmo em um caderno. Ter essa visão completa facilita a definição de prioridades e evita que contas mais caras continuem crescendo sem controle. É importante identificar:

  • Quanto é devido;
  • Para quem a dívida deve ser paga;
  • Quais juros estão sendo cobrados;
  • Quais débitos representam maior risco financeiro.

2) Organizar o orçamento da família

Depois de mapear as dívidas, é hora de entender como o dinheiro entra e sai todos os meses. A recomendação é listar toda a renda familiar e organizar as despesas por ordem de prioridade, diferenciando gastos essenciais, despesas fixas, despesas variáveis e gastos que podem ser reduzidos ou eliminados temporariamente. Esse planejamento ajuda a adequar o padrão de consumo à realidade financeira e cria espaço no orçamento para quitar os débitos.

3) Priorizar as dívidas com juros mais altos

Nem todas as dívidas têm o mesmo impacto no orçamento. Cartão de crédito, cheque especial e alguns financiamentos costumam apresentar as maiores taxas de juros do mercado. Por isso, devem ser negociados primeiro para impedir que o saldo devedor continue aumentando mês após mês.

Leia Também:  Andersen Consulting expande plataforma com a Alamo Consultores

4) Aproveitar oportunidades para renegociar

Quanto mais tempo uma dívida permanece em atraso, maior tende a ser o valor final por causa dos juros e das multas. Por isso, acompanhar campanhas de renegociação, programas especiais e feirões pode representar uma oportunidade de reduzir significativamente o saldo devedor e reorganizar as finanças.

5) Começar uma reserva financeira, mesmo que pequena

Após renegociar as dívidas, o próximo desafio é evitar que novos imprevistos levem novamente ao endividamento. Guardar uma pequena quantia todos os meses ajuda a formar uma reserva de emergência, reduzindo a necessidade de recorrer ao cartão de crédito ou ao cheque especial diante de despesas inesperadas.

Como negociar dívidas de forma mais eficiente

Negociar não significa apenas conseguir um desconto. O objetivo deve ser encontrar um acordo que realmente caiba no orçamento e possa ser cumprido até o fim. "É importante levantar o valor da dívida inicial e o valor atual com juros, pois isso ajuda saber realmente o que está pagando e aumenta o poder de negociação. Não adianta aceitar uma parcela que será impossível pagar daqui dois meses", acentua Ricardo.

O economista também aponta a importância de feirões e campanhas de renegociação, como a iniciativa "Desconto que desenrola", do Cartão de TODOS, que acontece até 31 de julho e oferece até 50% de desconto e parcelamento em até 6x para clientes regularizarem suas dívidas. "Essas iniciativas ajudam muitos brasileiros a darem o primeiro passo para terem uma melhor qualidade de vida, com descontos e condições facilitadas", destaca.

Os erros mais comuns após renegociar as dívidas

  • Acreditar que quitar a dívida resolve definitivamente o problema;
  • Retomar rapidamente um padrão de consumo elevado;
  • Voltar a utilizar todo o limite do cartão de crédito;
  • Não controlar os pequenos gastos diários;
  • Deixar de construir uma reserva para imprevistos.

Continue Reading

politica

DISTRITO FEDERAL

BRASIL E MUNDO

ECONOMIA

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA

Botão WhatsApp - Canal TI
Botão WhatsApp - Canal TI