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Análise | Alpha de “Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça”

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Em um playtest de mais de 5 horas, nós curtimos bastante a experiência!

 

Há algumas semanas, a galera da Warner me selecionou para participar de um alpha fechado de “Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça“, até então sendo um playtest extremamente confidencial. Entretanto, com tantas reviews sobre esse alpha saindo, contatei o Community Manager da Rocksteady e fui autorizado a compartilhar as minhas primeiras impressões sobre o novo game!

Quando recebi o código do playtest, devo admitir que não estava nada animado para o jogo, uma vez que nunca fui tão fascinado pelo universo da DC Comics, a não ser pelo Bat-verso (até hoje, meu super-herói favorito dos clássicos). Além disso, o game do Esquadrão Suicida parecia ser um jogo de ação frenética, ao qual eu particularmente não me sinto tão bem jogando. Quem me conhece, sabe que meu tipo de jogo é um pouco mais investigativo como Resident Evil ou com uma ação mais direcionada à encontros específicos junto a uma história de mistérios e quebra-cabeças como Uncharted ou Tomb Raider.

Joguei o Alpha junto com meu amigo de longa data, Matheus Kenji, e nós dois estávamos crentes que seria um vexame. Mas bastou apenas alguns minutos de gameplay para começarmos a enaltecer o jogo que está repleto de diversão, combate, exploração, referências e uma história excelente (pelo menos, até onde jogamos).

Texto por: Gabriel Scórsin | Testado no PlayStation 5

 

Os Personagens do Esquadrão Suicida

Neste game, o time de super-vilões que forma a Força-Tarefa X é composto por: Arlequina, Pistoleiro, Capitão Bumerangue e Tubarão-Rei.

Em single player, o jogador pode trocar livremente de personagem, testando as mecânicas de cada um e se adaptando ao estilo de combate do vilão. É recomendado jogar por um tempo assim para descobrir qual deles você se sentirá mais confortável controlando caso queira jogar online.

Nós não testamos o modo online porque como um bom Zé Lorinha, queria ficar atento à história, às referências escondidas no cenário e explorar ao máximo Metrópolis. E convenhamos, se você gosta de partir mais pro combate, ninguém aguenta um Zé Lorinha desses parado olhando estátuas e mensagens nas paredes, né?

Mesmo em single player, compartilhando o controle, nossa experiência foi ótima! Meu personagem preferido para jogar foi sem dúvida nenhuma o Capitão Bumerangue. Era o personagem que eu jurava que seria um zé-ninguém no game e que provou roubar a cena, tanto em gameplay quanto na história.

Com uma tecnologia nova, Capitão Bumerangue pode usar seus gadgets para se transportar facilmente por Metrópolis e derrubar inimigos com um repertório de ações práticas e ágeis. Para mim, vi um equilíbrio bem bom entre sua força, agilidade e controles, vai com certeza ser o personagem que escolherei em minha jornada quando o game lançar.

Pistoleiro já oferece uma gameplay bem mais “tradicional” de um jogo de ação. Sua mochila a jato permite que ele se locomova bem por Metrópolis e suas armas facilitam o combate para o jogador que já está acostumado com shooters. Vejo que ele será um vilão concorrido nas partidas online.

Tubarão-Rei por sua vez tem mais força bruta e arsenal pesado do que praticidade. Isso não quer dizer que ele seja ruim, na verdade sua gameplay é bem divertida e ele é capaz de derrubar tropas de inimigos com muita facilidade. Para ser sincero, ele foi o segundo personagem que mais gostei de jogar, além de me dar boas risadas com a narrativa.

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Por fim, Arlequina é a personagem que menos curti na gameplay. Suas ações são mais focadas no combate próximo, achei suas armas mais fracas e tive uma dificuldade imensa de me acostumar com os controles dela na hora de explorar a cidade. Ela participa ativamente da narrativa, sempre competindo com os outros personagens pelos holofotes, mas em gameplay eu realmente não curti ela.

 

Narrativa e a expansão do universo Arkham

Entre alguns pequenos problemas que tive com a gameplay, o que mais me impressionou neste jogo foi sua história que continua com o universo construído nos jogos da série “Batman: Arkham“. Devo dizer que fiquei com receio sobre isso, ainda mais porque Arkham Asylum (2009) e Arkham City (2011) marcaram a minha vida e eu os levo até hoje como dois dos meus games favoritos.

Felizmente, a Rocksteady deixou uma tonelada de referências e animações que podem ser encontradas nos cenários para ajudar a localizar o jogador neste novo capítulo da trama. Não apenas sabemos sob quais circunstâncias a Liga da Justiça se formou como o jogo também conta como Batman retorna após o final chocante de Arkham Knight. Neste novo capítulo, entretanto, os maiores super-heróis da Terra são tomados por Brainiac e acabam se tornando os verdadeiros inimigos, restando à Força-Tarefa X a combatê-los.

Um destaque de narrativa e gameplay, e com certeza, nossa parte favorita do Alpha fica para o Museu do Batman em Metrópolis, onde, sem falar muito, é um throwback incrível dos jogadores para os games da série Arkham, cheio de referências aos jogos passados e momentos de arrepiar! Mas não do jeito que você imagina. Afinal de contas, você estará no papel dos vilões, não é? Guarde essas palavras e veja você mesmo o que essa parte oferece.

No Alpha, o prédio da Liga da Justiça também guarda inúmeras referências aos quadrinhos e explicações breves para contextualizar melhor o momento em que a história se passa e como a Liga da Justiça é vista pela sociedade. Se você for um Zé Lorinha que quer tirar proveito ao máximo desse game, vale a pena jogar no single player por algumas horas e ficar atento a todas as referências do cenário. Isso pode até dar mais tempo de gameplay! Mesmo sendo um Alpha Fechado, gastamos cerca de 5 horas jogando e conversando sobre o título.

Outra coisa que gostei muito da narrativa é a dinâmica dos personagens. Se você jogou Marvel’s Guardians of the Galaxy (2021), pode esperar uma dinâmica parecida entre os protagonistas. Acho que não tão perfeita quanto ao jogo dos guardiões, mas uma troca muito positiva, onde percebemos um amadurecimento de cada personagem e do time como um todo diante os acontecimentos da história, além do embate de egos que flui através da trama, trazendo momentos de tensão e outros de alívio cômico.

Sem falar que como o jogo é do Esquadrão Suicida, há uma competição constante onde cada personagem tenta deixar os holofotes para si de maneira bem divertida (o que eu amei). Mal posso esperar para conferir a história e a expansão completa do universo Arkham! Pelo menos até onde jogamos, gostamos bastante da narrativa e foi, para nós, o ponto alto do jogo!

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Exploração de Metrópolis

Enquanto o Museu do Batman e o edifício da Liga da Justiça estão cheios de referências, a cidade de Metrópolis deve guardar muito mais. Porém, creio que não fomos capazes de conferir todas já que nosso tempo estava apertado e constantemente nos encontramos com grupos inimigos que precisam ser eliminados.

Mas as referências encontradas na cidade são muito mais visuais do que interativas, ainda mais por se tratar de um jogo cujo foco é o online e a ação. Algo que sempre amei nos jogos da série Arkham foi buscar pelos troféus do Charada e completar as Missões Secundárias, isso sendo possível quando o foco de um game está no single player e na investigação. Com Esquadrão Suicida querendo ser algo totalmente diferente, para mim é aqui que o jogo peca. Sinto que não terei a mesma animação de explorar a cidade como fiz no Asilo Arkham ou em Arkham City por exemplo.

 

Combate e Ação Frenética

Algo que me incomodou durante o playtest foi a “poluição visual” na tela. Já não basta Metrópolis estar encharcada de elementos visuais, eis que quando você começa a combater os inimigos, a tela é preenchida por uma interface um tanto confusa, raios, explosões, tiros, comandos e muita confusão. Para muitos jogadores, isso pode ser completamente normal, mas como disse anteriormente, estou bem acostumado com um jogo mais contemplativo e investigativo, então obviamente isso me incomodou – mas não quer dizer que você vai detestar.

Mesmo achando os controles do Capitão Bumerangue, foi difícil me acostumar com os diversos comandos de combate do personagem. Talvez se tivesse mais tempo, poderia me adaptar a tudo isso, veremos quando o jogo completo lançar.

Também presenciamos alguns bugs durante o game, principalmente na hora de combater inimigos, o que já foi reportado para a Rocksteady e esperamos que eles possam arrumar até o lançamento oficial do jogo.

 

Considerações Finais

O Alpha do jogo me ofereceu uma gameplay confusa no combate e ação frenética. Mesmo sendo um jogo do tipo que não curto tanto, eu particularmente gostei muito da experiência, porém bem mais pela narrativa do que qualquer outra coisa.

A história em seus primeiros momentos entrega uma dinâmica excelente entre as personagens, uma expansão incrível do universo Arkham, e referências aos jogos passados e todo o universo da DC Comics que os fãs mais hardcore vão com certeza curtir. Espero ansiosamente pelo lançamento completo do game daqui alguns dias.

Fica aqui um agradecimento especial a Warner Games pela seleção para o Alpha e ao meu amigo Matheus Kenji que avaliou junto comigo. Caso queira relembrar a narrativa de toda a série Arkham, confira o nosso artigo especial de retrospectiva para o Esquadrão Suicida.

 

Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça será lançado em 2 de fevereiro de 2024 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

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Novo vídeo de Tomb Raider: Legacy of Atlantis revela como os enigmas e armadilhas foram reinventados

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Minidocumentário mostra o trabalho da Crystal Dynamics e da Flying Wild Hog na modernização dos quebra-cabeças do clássico de 1996

A Amazon Game Studios e a Crystal Dynamics divulgaram nesta semana o quinto episódio da série de minidocumentários que acompanha o desenvolvimento de Tomb Raider: Legacy of Atlantis, releitura moderna da primeira aventura de Lara Croft, lançada originalmente em 1996.

Intitulado em torno da pergunta “Que tipo de desafio continua na sua cabeça, mesmo muito tempo depois de você tê-lo resolvido?”, o episódio mostra como as equipes da Crystal Dynamics e da Flying Wild Hog buscaram preservar a essência dos quebra-cabeças clássicos, ao mesmo tempo em que adaptaram sua estrutura às expectativas dos jogadores atuais.

Segundo os desenvolvedores, o trabalho envolveu uma integração cuidadosa entre design de níveis, arquitetura dos cenários e mecânicas de exploração para criar desafios que estimulem a observação, a lógica e a criatividade do jogador.

Além dos quebra-cabeças, o vídeo também destaca o processo de criação das tradicionais armadilhas mortais, outro elemento icônico da franquia, que retornam com novas possibilidades e maior complexidade.

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Tomb Raider: Legacy of Atlantis revisita a aventura que apresentou Lara Croft ao mundo, modernizando cenários, mecânicas e recursos visuais sem abrir mão da atmosfera de exploração arqueológica que tornou a série um fenômeno mundial.

Ao longo da série de bastidores, os estúdios vêm detalhando diferentes aspectos do desenvolvimento do jogo, mostrando como o projeto busca equilibrar nostalgia e inovação para agradar tanto aos fãs veteranos quanto a uma nova geração de jogadores.

O quinto episódio do minidocumentário já está disponível e pode ser assistido nos canais oficiais da franquia.

Tomb Raider: Legacy of Atlantis será lançado em 12 de fevereiro de 2027 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC (Steam) e Nintendo Switch 2. Até lá, novos episódios da série de bastidores devem continuar revelando detalhes sobre a produção da aguardada aventura de Lara Croft.

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