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Consulta pública vai mapear tempo de produção e entrega de medicamentos e insumos estratégicos para o SUS

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O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União, desta sexta-feira (16/01), uma consulta pública para reunir informações estratégicas sobre o tempo de produção e fornecimento de 301 medicamentos e insumos estratégicos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A ação visa aprimorar os processos de governança, planejamento e tomada de decisão no âmbito da Assistência Farmacêutica, e será coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE).

A consulta tem caráter técnico e consultivo e é direcionada a fabricantes, fornecedores e distribuidores de medicamentos e insumos estratégicos em saúde (IES) adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos no SUS.  As contribuições poderão ser encaminhadas no período de 19 de janeiro a 18 de fevereiro, por meio de dois formulários eletrônicos:

Formulário 1 – Consulta Pública – Medicamentos e IES

Formulário 2 – Consulta Pública – Medicamentos e IES

A medida tem como foco o levantamento do chamado “lead time”, que contempla todas as etapas do processo produtivo, desde a aquisição da matéria-prima até a expedição do produto final.

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A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Brasil com a transparência e a participação social na construção de políticas públicas mais acessíveis e sustentáveis, destacou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), Fernanda De Negri. “Esse é mais um passo fundamental para fortalecer o planejamento e o abastecimento do SUS. O diálogo com o setor produtivo é essencial para antecipar demandas e garantir a plena disponibilidade de medicamentos e insumos que a população necessita.” 

A secretária explicou que a identificação do tempo de produção e entrega contempla vários tipos de medicamentos, como os biológicos, que possuem processos produtivos mais complexos, e os sintéticos, que têm estruturas mais simples. 

A sistematização dessas informações, reforçou, contribuirá para o aperfeiçoamento do planejamento das aquisições, além de auxiliar o calendário de processo das instituições. A lista inclui medicamentos, a exemplo de fármacos utilizados no tratamento de hipertensão, diabetes e câncer, além de insumos, como luvas e máscaras cirúrgicas.

As contribuições serão analisadas de forma técnica e agregada pela equipe da SCTIE e, ao final do processo, será elaborado um relatório consolidado com os resultados, que ficará disponível no portal oficial do Ministério da Saúde. 

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Confira o aviso de consulta pública

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected]

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Ninfoplastia avança no Brasil e ajuda a romper tabus sobre saúde íntima feminina

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Foto: arquivo/Divulgação

 

Busca por mais conforto físico e autoconfiança impulsiona a procura pela ninfoplastia e especialista aponta ganhos em conforto, autoestima e qualidade de vida

A ninfoplastia tem ganhado visibilidade e ampliado o debate sobre saúde íntima feminina e autonomia das mulheres em relação ao próprio corpo. O procedimento, que consiste na redução dos pequenos lábios vaginais, pode ser realizado tanto por motivos estéticos quanto para aliviar desconfortos físicos, como dor durante atividades do dia a dia, prática de exercícios ou relações sexuais, além de reduzir constrangimentos relacionados à aparência da região íntima.

O interesse pela ninfoplastia também acompanha o ritmo crescente das cirurgias estéticas no Brasil. De acordo com a Pesquisa Global 2024 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país realizou 29.237 ninfoplastias em 2024, consolidando o procedimento entre as cirurgias íntimas mais realizadas no mundo. No mesmo período, o Brasil manteve a liderança global em cirurgias plásticas estéticas, com mais de 2,35 milhões de procedimentos cirúrgicos realizados.

“O avanço das técnicas cirúrgicas também contribuiu para a popularização da cirurgia. Atualmente, ela é menos invasiva, pode ser realizada em ambiente ambulatorial, apresenta recuperação mais rápida e baixo índice de complicações. Além disso, não há evidências de prejuízo à sensibilidade da região quando o procedimento é realizado de forma adequada”, esclarece a médica ginecologista Roberta Brando, especialista em estética íntima e terapia hormonal feminina.

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Além do aumento na procura, estudos mostram que o desconforto com a região íntima é mais comum do que muitas mulheres imaginam. Um levantamento nacional realizado na Austrália com 1.030 mulheres entre 18 e 50 anos apontou que 23% das participantes de 18 a 24 anos se sentiam ansiosas, infelizes ou constrangidas com a aparência dos pequenos lábios. A pesquisa também identificou que uma em cada dez mulheres já considerou realizar uma ninfoplastia, indicando que a insatisfação com a região íntima é uma demanda relevante de saúde e bem-estar feminino.

“A maior exposição do tema tem ajudado a reduzir tabus e incentivado discussões sobre saúde íntima, bem-estar e qualidade de vida das mulheres. Elas estão se libertando de amarras sociais e entendido mais o próprio corpo. Isso é ótimo e muito necessário. E, mesmo que seja clichê dizer isso, não se trata de apenas estética. É sobre qualidade de vida, sobre saúde”, completa a médica.

Apesar dos avanços no debate sobre saúde íntima feminina, o tema ainda é cercado por tabus que podem comprometer o bem-estar e até o acesso aos cuidados médicos. Pesquisa do Ipec com mil mulheres das regiões Norte e Nordeste mostrou que 48% se consideram apenas parcialmente informadas sobre saúde íntima, enquanto 11% afirmam não conversar com ninguém sobre o assunto.

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O levantamento também revelou que 33% procuram o ginecologista apenas diante de alguma necessidade específica e que cerca de 10% das que não fazem acompanhamento regular evitam a consulta por vergonha. Os dados evidenciam que o constrangimento e a falta de informação ainda representam barreiras importantes para o cuidado com a saúde feminina.

“A ninfoplastia deve ser encarada, antes de tudo, como um procedimento voltado para o bem-estar da mulher. Muitas pacientes convivem por anos com desconforto físico, dor durante atividades cotidianas ou nas relações sexuais e até vergonha da própria anatomia sem saber que existe uma solução segura”, acrescenta a ginecologista.

Roberta ainda esclarece sobre a realização da ninfoplastia. “Quando há indicação adequada, avaliação individualizada e o procedimento é realizado por um ginecologista ou cirurgião plástico habilitado, o risco de complicações é baixo e a recuperação costuma ser rápida. O mais importante é que a decisão seja tomada de forma consciente, após uma conversa franca com o médico, para que a paciente compreenda os benefícios, os limites da cirurgia e tenha expectativas realistas sobre os resultados”, finaliza.

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