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Nove estados, um bioma: descubra a diversidade do turismo de natureza na Amazônia brasileira

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A Amazônia ocupa mais da metade do território nacional e se estende por nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Além da floresta, o bioma – o maior do mundo – reúne rios, serras, áreas alagadas, unidades de conservação e territórios indígenas que compõem uma das maiores ofertas de turismo de natureza do país.

De parques nacionais e estaduais a experiências de turismo de base comunitária, os destinos amazônicos oferecem atividades como observação de fauna, trilhas, passeios de barco, montanhismo, banhos de cachoeira e vivências com comunidades tradicionais.

As paisagens e os roteiros variam conforme as características ambientais e culturais de cada estado, ampliando as possibilidades para visitantes interessados em conhecer o bioma.

O Ministério do Turismo reuniu alguns atrativos e destinos, que permitem explorar a diversidade de ecossistemas e as formas de interação entre conservação ambiental, cultura local e turismo na Amazônia.

ACRE

No Parque Nacional da Serra do Divisor, o ponto mais ocidental do Brasil, o turista encontra um verdadeiro refúgio de ecoturismo e biodiversidade amazônica.

Na região do Rio Moa, é possível explorar trilhas na floresta tropical, banhar-se em um circuito de cerca de sete cachoeiras e observar mais de 1.200 espécies de animais, incluindo pássaros raros como a choca-do-acre e macacos endêmicos.

O ponto alto da contemplação fica no mirante da Serra, a 500 metros de altitude, que oferece uma vista panorâmica única para assistir a um dos últimos pôr do sol observados no território brasileiro.

A experiência na região é enriquecida pelo contato direto com as comunidades ribeirinhas e os territórios das etnias indígenas Nawa e Nukini, onde o turista pode ouvir histórias e lendas locais e saborear a gastronomia típica da floresta, com pratos à base de peixes de água doce e frutas regionais.

AMAPÁ

Um dos principais destinos que unem turismo e natureza no estado é o Parque Nacional do Cabo Orange, localizado no extremo norte do país, onde o visitante pode realizar passeios de barco pelos rios e canais da região para observar extensos manguezais, campos alagados e uma rica fauna composta por guarás, garças e outras aves costeiras.

Já no coração do estado, o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, considerado uma das maiores áreas contínuas de floresta tropical protegida do mundo, atrai visitantes interessados em expedições pela floresta amazônica, trilhas, cachoeiras, corredeiras e observação da fauna, incluindo espécies como a onça-pintada, a harpia e o macaco-aranha.

Outro destaque é a região de Ferreira Gomes e Porto Grande, banhada pelo Rio Araguari, onde o turista pode aproveitar balneários naturais, navegar por rios de águas cristalinas, praticar pesca esportiva de espécies como o tucunaré e contemplar paisagens típicas da Amazônia preservada.

AMAZONAS

O Parque Nacional de Anavilhanas, em Novo Airão, reúne um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo, com centenas de ilhas e canais do Rio Negro, onde o visitante pode navegar por paisagens da floresta preservada, percorrer trilhas e observar botos-cor-de-rosa.

Em Presidente Figueiredo, conhecida como a “Terra das Cachoeiras”, o destaque são as trilhas que levam às quedas d’água, corredeiras e grutas em meio à floresta. Outro atrativo são os passeios pelos rios Negro e Solimões, que incluem caminhadas guiadas, pesca recreativa e a contemplação do Encontro das Águas.

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Próxima a Tefé, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é referência em ecoturismo e turismo de base comunitária, oferecendo passeios por igarapés e vivências com comunidades ribeirinhas.

Em São Sebastião do Uatumã, a experiência combina pesca esportiva, turismo sustentável e imersão na floresta, com passeios pela reserva, trilhas, e navegação pelo rio Uatumã.

Durante a temporada do tucunaré, entre agosto e dezembro, o município recebe visitantes do Brasil e do exterior, que também encontram na culinária regional, marcada por pratos à base de peixes amazônicos e pelo tradicional tucumã, um dos destaques da viagem.

MARANHÃO

A Comunidade Tradicional Praia de São Pedro, em Carutapera, localizada na Reserva Extrativista Marinha Arapiranga-Tromaí, oferece um roteiro de turismo de base comunitária que integra natureza, cultura e experiências conduzidas pelos próprios moradores.

Entre os principais atrativos estão as vivências com a pesca artesanal, incluindo o tradicional arrasto de camarão e a confecção de redes de pesca, além de passeios de canoa pelos manguezais e estuários (onde a água doce de um ou mais rios se encontra e se mistura com a água salgada do oceano); observação de aves, como os guarás; e contemplação de praias preservadas, lagos naturais e pôr do sol.

A experiência também valoriza a gastronomia local, com destaque para o tradicional avoado, em que visitantes compartilham peixes e frutos do mar preparados pelos pescadores à beira da praia. O roteiro ainda inclui manifestações culturais, como a Festividade de São Pedro e o Festival de Verão da Praia de São Pedro, fortalecendo a identidade das comunidades tradicionais e promovendo a conservação ambiental por meio do turismo sustentável.

MATO GROSSO

No extremo norte de Mato Grosso, a floresta amazônica ganha força e revela cenários de mata nativa intocada em municípios como Alta Floresta e Paranaíta.

O grande destaque da região são as Torres de Observação do Cristalino, estruturas de aço com até 50 metros de altura que ultrapassam a copa das árvores, permitindo ao visitante observar centenas de espécies de aves e primatas, incluindo o raro macaco-aranha-de-cara-branca.

O roteiro inclui a navegação pelas águas calmas do Rio Cristalino, caminhadas guiadas na Trilha da Castanheira, que leva a uma árvore milenar, e passeios de caiaque para ver o pôr do sol. Já em Paranaíta, o turista pode explorar as formações rochosas do Canyon do Indiscreto no Rio Teles Pires e conhecer sítios arqueológicos com petróglifos antigos gravados nas pedras, consolidando a região como um polo de ecoturismo e aventura na Amazônia mato-grossense.

PARÁ

No Parque Estadual do Utinga, refúgio urbano de biodiversidade amazônica na região metropolitana de Belém, o visitante explora trilhas em meio à floresta, pratica atividades ao ar livre como caminhadas, ciclismo e caiaque, além de observar animais silvestres como bichos-preguiça, macacos e uma rica diversidade de aves amazônicas.

Para quem busca o “Caribe da Amazônia”, Alter do Chão, em Santarém, revela, durante a estação seca, praias sazonais de areia branca e águas cristalinas do Rio Tapajós, como a famosa Ilha do Amor.

O roteiro pode ser ampliado com passeios pelos igapós da Floresta Encantada, trilhas guiadas na Floresta Nacional do Tapajós para contemplar imponentes samaúmas e uma imersão na cultura tapajônica, na gastronomia regional e no carimbó.

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Já a Ilha de Marajó, maior arquipélago fluviomarinho do planeta, reúne praias como a do Pesqueiro, experiências de ecoturismo em fazendas tradicionais, observação de guarás, jacarés e búfalos, além da riqueza da cerâmica marajoara e da gastronomia típica, marcada pelo queijo do Marajó, pela carne de búfalo e pelos peixes amazônicos.

RONDÔNIA

Localizada no município de Cacoal, em Rondônia, a Terra Indígena Sete de Setembro abriga o povo Paiter Suruí, cujo nome significa “gente de verdade”.

O território reúne diferentes formações vegetais, como floresta tropical aberta, floresta densa e áreas de transição ecológica, compondo um cenário de grande biodiversidade cortado por rios e igarapés.

Mais do que um destino de visitação, a comunidade oferece uma oportunidade de conhecer experiências de turismo de base comunitária que valorizam a cultura indígena e a conservação ambiental.

No Complexo Yabnaby, os visitantes podem vivenciar aspectos do cotidiano Paiter, participar de trilhas guiadas, conhecer a gastronomia tradicional e compreender como o manejo sustentável da floresta faz parte da identidade do povo. Os Paiter Suruí também se destacam pela produção de café orgânico e pela coleta de castanhas e sementes destinadas à recuperação de áreas degradadas.

RORAIMA

Roraima reúne uma ampla variedade de roteiros voltados ao turismo de natureza, com opções que vão desde trilhas em serras e montanhas até passeios por rios e cachoeiras.

Entre os destinos mais procurados está a Serra do Tepequém, um dos destinos de ecoturismo mais famosos do estado, localizado no município de Amajari, e conhecido por suas cachoeiras e trilhas de diferentes níveis de dificuldade.

A região abriga uma fauna diversificada, com tamanduás, jabutis, araras, gaviões, garças e diversas espécies de aves.

Também no estado, o Monte Roraima é referência para o montanhismo e trekking na América do Sul, famoso por seus imensos paredões rochosos.

Já o Parque Nacional do Viruá, localizado em Caracaraí, é uma unidade de conservação que concentra diferentes ecossistemas e oferece atividades como caminhadas, passeios embarcados e observação da vida silvestre. É um dos principais pontos do Brasil para a observação de aves (birdwatching).

TOCANTINS

A cerca de 260 km de Palmas, o Parque Estadual do Cantão é uma unidade de conservação de aproximadamente 90 mil hectares. Com cerca de 900 lagos, o destino muda com as estações.

Na cheia, barcos navegam entre as copas das árvores da floresta alagada; na seca, surgem praias de areia clara e trilhas. Essa dinâmica torna o Cantão um dos principais destinos de ecoturismo do Tocantins, onde a observação da fauna também é uma das grandes atrações.

Ao longo dos passeios é possível avistar aves de diferentes portes, mamíferos, jacarés e, dependendo da época do ano, botos do Araguaia e tartarugas-da-Amazônia. Navegar pelos lagos e canais, caminhar por praias desertas e percorrer trechos de floresta preservada permite ao visitante conhecer um dos mais importantes mosaicos naturais do Brasil.

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Conheça Olinda: onde cultura e tradição atraem turistas durante todo o ano num dos mais bem preservados centros históricos do Brasil

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Primeiro núcleo urbano de Pernambuco e um dos mais importantes centros da economia açucareira no período colonial, Olinda (PE) entrou para a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1982. Com ruas de pedra, casarões coloridos e igrejas centenárias ao longo das famosas ladeiras, a cidade reúne história, cultura e tradição em um dos principais destinos turísticos do Nordeste.

Fundada em 1535, a cidade foi reconstruída após a invasão holandesa no século XVII, preservando um conjunto arquitetônico que hoje constitui um dos maiores patrimônios do Brasil.

Além do conjunto histórico, Olinda mantém uma intensa vida cultural. Ateliês, galerias de arte, feiras de artesanato, restaurantes e cafés ocupam antigos casarões, enquanto manifestações como o Carnaval e as celebrações religiosas preservam tradições que fazem parte da identidade da cidade.

Reconhecimento

A UNESCO reconheceu o Centro Histórico de Olinda por preservar um conjunto urbano que reflete o auge da economia do açúcar no Brasil colonial. O equilíbrio entre igrejas barrocas, conventos, jardins, casarões históricos e a vegetação tropical, distribuídos pelas colinas com vista para o mar, confere à cidade uma paisagem única.

Também contribuíram para o reconhecimento a preservação do traçado urbano, a autenticidade das construções históricas e a integração entre arquitetura e natureza, características que permanecem preservadas desde a reconstrução da cidade no século XVIII.

O que fazer

Entre os principais atrativos de Olinda estão:

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– Alto da Sé: principal cartão-postal da cidade, reúne a Catedral da Sé, feira de artesanato e um dos mirantes mais famosos de Pernambuco.
– Centro Histórico: caminhar pelas ladeiras é a melhor forma de conhecer casarões coloridos, ateliês, galerias e igrejas centenárias.
– Mosteiro de São Bento: um dos monumentos religiosos mais importantes de Olinda, conhecido pelo altar em madeira folheada a ouro.
– Igreja e Convento de São Francisco: considerado o primeiro convento franciscano do Brasil, reúne um importante conjunto de azulejos portugueses e arte sacra.
– Igreja da Misericórdia: construída no século XVI, oferece uma das vistas mais bonitas do litoral pernambucano.
– Mercado da Ribeira: antigo mercado colonial que hoje reúne ateliês de artistas e artesãos locais.
– Quatro Cantos: um dos pontos mais conhecidos do Centro Histórico, cercado por casarões coloridos e palco de manifestações culturais.
– Bonecos gigantes: símbolos do Carnaval de Olinda, podem ser visitados durante todo o ano em ateliês e espaços culturais da cidade.

Quando visitar

Olinda recebe visitantes durante todo o ano, mas alguns períodos tornam a experiência ainda mais especial:

– Carnaval: considerado um dos mais tradicionais do Brasil, reúne blocos de rua, bonecos gigantes, frevo, maracatu e outras manifestações da cultura popular.
– Semana Santa: celebrações religiosas movimentam igrejas e conventos históricos.
– Festival MIMO: evento reúne apresentações de música, cinema, oficinas e atividades culturais em diferentes espaços históricos da cidade.
– Natal de Olinda: programação cultural e religiosa espalhada pelo Centro Histórico.

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Ao longo do ano, a cidade também recebe feiras de artesanato, exposições, festivais gastronômicos e apresentações artísticas.

Como chegar

Olinda fica na Região Metropolitana do Recife, a cerca de sete quilômetros da capital pernambucana.

Para quem chega de avião, o acesso é feito pelo Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre. Do terminal até o Centro Histórico, o trajeto leva cerca de 30 minutos de carro, dependendo das condições do trânsito.

Quem viaja de carro pode acessar a cidade pela BR-101 e pela PE-015. Também há linhas regulares de ônibus e transporte por aplicativo ligando Recife ao Centro Histórico de Olinda.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela UNESCO por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 25 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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