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O real já destruiu 87% do seu patrimônio

Quem mantém renda, imóveis, empresa e investimentos em real está com o patrimônio inteiro exposto ao mesmo risco ao mesmo tempo. Não é pessimismo, é matemática: desde 1994, o real perdeu mais de 80% do valor frente ao dólar e não há nenhum fundamento econômico sólido que indique reversão dessa tendência nas próximas décadas. Quem não diversifica a moeda não está sendo conservador. Está assumindo uma concentração silenciosa que pode compromet

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O real já destruiu 87% do seu patrimônio

Faria sentido ter todo o seu patrimônio na Bolívia? Todos os seus investimentos na Colômbia? Concentrar renda, imóveis e aposentadoria em uma única economia emergente? A resposta é não. A maioria dos brasileiros, porém, faz exatamente isso com o real, sem perceber. E vão pagar caro por isso.

O empresário tem a empresa em reais. O médico recebe em reais. O executivo depende da economia brasileira para gerar renda. Os imóveis estão em reais. As despesas da família estão em reais. Em muitos casos, até a aposentadoria depende exclusivamente da dinâmica econômica do país. Não é um pequeno risco cambial. É uma dependência enorme de um único sistema econômico, construída ao longo de anos sem que ninguém tomasse essa decisão conscientemente.

Essa concentração tem um custo histórico documentado. Desde a criação do Plano Real, em 1994, o real perdeu aproximadamente 87% do seu valor frente ao dólar (G1), o equivalente a uma desvalorização média de mais de 8% ao ano. Em 1994, um dólar valia cerca de R$ 1. Hoje, ultrapassa R$ 5. Se a tendência estrutural se mantiver, chegar a R$ 7, R$ 8 ou R$ 9 nas próximas décadas não é uma previsão catastrófica. É uma extrapolação razoável de um padrão que se repete há trinta anos. A curva não é linear, existem ciclos de valorização do real, mas a direção histórica é inequívoca.

Moeda é reflexo da saúde econômica de um país. Nações que crescem de forma consistente, geram produtividade e controlam a inflação têm moedas que se fortalecem no longo prazo. Países com inflação estruturalmente elevada, crescimento mediano e instabilidade fiscal têm moedas que perdem valor de forma persistente. Não é pessimismo. É mecânica básica. É difícil construir uma tese séria de que o Brasil vai superar os Estados Unidos em crescimento econômico e controle de inflação nas próximas décadas. E enquanto essa tese não existir, a tendência estrutural do câmbio permanece a mesma.

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Isso não significa que o dólar sobe todo ano. Existem períodos de valorização do real e momentos em que a moeda americana perde força. Quem toma decisões patrimoniais olhando para os próximos meses vai encontrar esses movimentos de curto prazo e pode se confundir com eles. Patrimônio relevante, no entanto, é construído pensando nos próximos vinte ou trinta anos. E no horizonte longo, as oscilação de curto prazo deixam de ser relevantes.

Além da proteção cambial, há outro argumento que raramente entra nessa conversa. Mais de 60% do mercado financeiro global está concentrado nos Estados Unidos. Isso significa acesso a uma diversidade de produtos, empresas, setores e estratégias que simplesmente não existe em mercados menores. Dolarizar patrimônio não é só defesa contra a desvalorização do real. É acesso ao maior mercado financeiro do planeta, com as maiores empresas do mundo, a principal fronteira de inovação e uma amplitude de oportunidades sem paralelo em outras geografias. Quem opera exclusivamente no Brasil está jogando num tabuleiro muito menor do que o disponível.

Mas como funciona na prática? Tem pegadinhas?

Abrir uma conta internacional e transferir recursos para o exterior ficou muito mais acessível do que era há dez anos, mas existem pontos que exigem atenção. O primeiro é a escolha da instituição: nem toda corretora ou banco internacional aceita brasileiros com facilidade, e as exigências de documentação variam muito. O segundo é a remessa: as transferências precisam ser declaradas ao Banco Central dentro das regras cambiais brasileiras. O terceiro é a tributação: rendimentos obtidos no exterior precisam ser declarados no Imposto de Renda e, dependendo da estrutura utilizada, há formas significativamente mais eficientes de organizar isso. Nenhum desses pontos é proibitivo. Mas ignorá-los pode gerar complicações que vão muito além do inconveniente. Com o processo bem estruturado, a operação é direta. Sem orientação adequada, cada um desses pontos pode se tornar um problema real.

E a operação do dia a dia? Dá para acompanhar tudo em portugues?

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Esse é um receio legítimo, mas que a realidade já superou. Hoje existem plataformas com interfaces em portugues, suporte dedicado para brasileiros e aplicativos que permitem acompanhar a carteira em tempo real com a mesma praticidade de qualquer banco digital. Não é necessário dominar o mercado americano em profundidade nem operar em inglês para ter acesso a esse universo. A barreira tecnológica e operacional praticamente não existe mais. O que ainda exige cuidado é a qualidade das decisões: para onde vai o dinheiro, em que proporção, com qual estrutura e dentro de qual estratégia.

Onde entra o profissional nessa equação?

Dolarizar parte do patrimônio não significa transferir tudo de uma vez nem fazer uma aposta contra o Brasil. Significa reduzir uma dependência excessiva que, na maioria dos casos, foi construída ao longo de anos sem que o investidor percebesse. O ponto de partida é simples. O que muda com orientação profissional é a qualidade de cada decisão ao longo do caminho: qual proporção faz sentido para cada perfil, quais produtos utilizar, como estruturar a operação de forma eficiente do ponto de vista fiscal e jurídico, e como evitar os erros mais comuns de quem tenta montar isso sem experiência prévia. A diferença entre fazer certo e fazer errado não está no acesso. Está no conhecimento aplicado.

Proteger patrimônio não significa tentar adivinhar o futuro. Significa reduzir dependências excessivas antes que elas se tornem um problema difícil de reverter. Riqueza não se constrói só escolhendo bons investimentos. Também se constrói evitando concentraçães que, ao longo do tempo, corroem décadas de trabalho.

O próximo passo

A Corano Capital trabalha com investidores brasileiros que querem internacionalizar o patrimônio de forma estruturada, com estratégia clara, segurança jurídica e o conhecimento de quem opera no mercado americano há décadas. Para entender como isso funciona para cada caso específico, basta entrar em contato. A conversa não compromete e pode mudar a direção do patrimônio.

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Gestão em saúde ocupacional evolui com nova proposta

AGSSO defende que empresas assumam protagonismo técnico em linha com mudanças regulatórias e inicia novo ciclo de gestão em julho/2026

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Gestão em saúde ocupacional evolui com nova proposta

A discussão sobre a responsabilidade técnica em programas de saúde ocupacional ganha força à medida que empresas e entidades do setor defendem um modelo em que a responsabilidade perante os conselhos profissionais seja atribuída às organizações e não exclusivamente aos médicos registrados individualmente. A proposta acompanha a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), em vigor desde 2025, que ampliou o papel das empresas na gestão integrada de saúde e segurança do trabalho, incluindo fatores de risco psicossociais.

Na avaliação de especialistas, o reconhecimento da empresa como responsável técnica tende a conferir maior estabilidade aos programas de saúde ocupacional, uma vez que a estrutura organizacional permanece ativa independentemente da substituição de profissionais. Nesse modelo, o profissional de medicina mantém sua atuação como diretor técnico ou coordenador dos programas, enquanto a responsabilidade regulatória passa a ter caráter institucional, reduzindo processos administrativos e fortalecendo a governança corporativa.

O formato atualmente adotado exige que as organizações atualizem os registros junto aos conselhos profissionais sempre que ocorre a substituição do médico responsável. Além do impacto operacional, estudos publicados na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) apontam que o excesso de procedimentos burocráticos figura entre os principais fatores que comprometem a eficiência dos programas voltados à saúde dos trabalhadores.

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Com 11 anos de atuação, a Associação de Gestão em Saúde e Segurança Ocupacional (AGSSO) defende que a mudança representa uma evolução do modelo de gestão adotado no país. O presidente eleito da entidade, César Augusto Ciongoli, que assumirá o cargo em 28 de julho de 2026, afirma que a proposta busca adequar a responsabilidade técnica à realidade operacional das organizações.

"As empresas possuem estrutura permanente para garantir a continuidade dos programas de saúde ocupacional, enquanto os profissionais podem ser substituídos ao longo do tempo. O reconhecimento da responsabilidade institucional fortalece a governança, reduz entraves administrativos e preserva a atuação técnica dos médicos e demais especialistas envolvidos na condução dessas iniciativas", destaca o executivo.

Levantamentos recentes indicam que a discussão também encontra respaldo nas prioridades das empresas. A pesquisa Pulso RH 2025, realizada pela Alice em parceria com a Beneficência Portuguesa de São Paulo, mostra que organizações que investem de forma estruturada em saúde e bem-estar registram maior engajamento dos colaboradores.

Segundo o estudo, 70% dos trabalhadores dessas empresas classificam sua saúde como "boa" ou "ótima", enquanto 65% dos gestores apontam a burocracia como um dos principais obstáculos para ampliar a efetividade dos programas de saúde ocupacional. Já 82% dos profissionais afirmam confiar mais em iniciativas conduzidas diretamente pelas empresas.

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Para Ciongoli, o debate sobre responsabilidade institucional tende a ganhar relevância diante da ampliação das exigências regulatórias e da necessidade de tornar os programas de saúde ocupacional mais eficientes.

"A AGSSO inicia um novo ciclo comprometida em ampliar o diálogo entre empresas, profissionais e órgãos reguladores para contribuir com um ambiente de negócios mais seguro e eficiente. A partir de 28 de julho, nossa atuação será voltada à continuidade do trabalho desenvolvido pela associação, buscando soluções que conciliem segurança jurídica, eficiência operacional e proteção à saúde dos trabalhadores", conclui.

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