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Atividade física pode reduzir efeitos da Covid longa, mostra pesquisa

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Crédito: iStock / nd3000

Estudo de universidade britânica indica que a prática regular de exercícios físicos reduz inflamações crônicas

 

Cinco anos após o início da pandemia provocada pelo Sars-CoV-2 e cerca de dois anos desde o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, milhões de pessoas pelo mundo ainda enfrentam sintomas persistentes da Covid-19.

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que seis em cada 100 sobreviventes da doença ainda convivem com a síndrome. Entre os 7,5 milhões de casos estimados globalmente, cerca de 2,32 milhões estão no Brasil.

A chamada Covid longa, também conhecida como síndrome pós-Covid, é caracterizada pela permanência ou pelo surgimento de novos sintomas após a infecção inicial.

Segundo a OMS, esses efeitos podem durar por meses ou até anos, comprometendo a qualidade de vida de milhões de pessoas. Os principais sintomas, descritos pelo Ministério da Saúde, são: fadiga intensa, falta de ar, tosse persistente, dor no peito, problemas de memória, perda de olfato ou paladar, problemas no sono, dor de cabeça e outros.

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Buscando compreender formas de aliviar esses efeitos, uma pesquisa da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, apontou que a atividade física pode contribuir para reverter o quadro.

O estudo, apresentado no Congresso da Sociedade Respiratória da Europa, em Amsterdã, na Holanda, analisou 31 pacientes diagnosticados com síndrome pós-Covid.

Parte deles participou de um programa de reabilitação de oito semanas, com exercícios aeróbicos, como caminhada, ciclismo, e treinos de força. Os demais receberam apenas os cuidados médicos convencionais.

Como o exercício físico ajuda a melhorar os efeitos da Covid longa?

Os resultados mostraram que o grupo que realizou exercícios apresentou melhora significativa nas células imunológicas, em especial nas células T CD4 de memória central. Estas são responsáveis por reações rápidas diante de infecções já conhecidas pelo organismo.

De acordo com os pesquisadores, a prática regular de exercícios favorece o fluxo sanguíneo, mobiliza as células de defesa e melhora a comunicação entre elas, auxiliando na coordenação da resposta a agentes prejudiciais. Assim, esse processo contribui para reduzir inflamações crônicas e estimular a renovação celular, fatores essenciais para a recuperação do organismo.

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Por exemplo, exercícios aeróbicos, como caminhada e ciclismo, ajudam a diminuir a fadiga e a melhorar a resistência cardiovascular, enquanto práticas voltadas à flexibilidade e ao equilíbrio reduzem o risco de quedas e aprimoram a mobilidade – benefícios importantes para pacientes que ainda sofrem com fraqueza muscular ou tontura.

Nesse sentido, é importante ressaltar que a prática dessas atividades deve ser orientada por profissionais capacitados, já que o esforço inadequado pode gerar novas complicações.

Assim, a formação em uma faculdade de educação física é essencial para preparar profissionais capazes de adaptar programas de exercícios às limitações e às necessidades específicas de cada paciente, garantindo segurança e eficácia no processo de reabilitação.

Agora, os cientistas planejam investigar se esses benefícios também se aplicam a pessoas que não foram hospitalizadas durante a infecção inicial por Covid-19.

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SAÚDE

Ninfoplastia avança no Brasil e ajuda a romper tabus sobre saúde íntima feminina

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Foto: arquivo/Divulgação

 

Busca por mais conforto físico e autoconfiança impulsiona a procura pela ninfoplastia e especialista aponta ganhos em conforto, autoestima e qualidade de vida

A ninfoplastia tem ganhado visibilidade e ampliado o debate sobre saúde íntima feminina e autonomia das mulheres em relação ao próprio corpo. O procedimento, que consiste na redução dos pequenos lábios vaginais, pode ser realizado tanto por motivos estéticos quanto para aliviar desconfortos físicos, como dor durante atividades do dia a dia, prática de exercícios ou relações sexuais, além de reduzir constrangimentos relacionados à aparência da região íntima.

O interesse pela ninfoplastia também acompanha o ritmo crescente das cirurgias estéticas no Brasil. De acordo com a Pesquisa Global 2024 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o país realizou 29.237 ninfoplastias em 2024, consolidando o procedimento entre as cirurgias íntimas mais realizadas no mundo. No mesmo período, o Brasil manteve a liderança global em cirurgias plásticas estéticas, com mais de 2,35 milhões de procedimentos cirúrgicos realizados.

“O avanço das técnicas cirúrgicas também contribuiu para a popularização da cirurgia. Atualmente, ela é menos invasiva, pode ser realizada em ambiente ambulatorial, apresenta recuperação mais rápida e baixo índice de complicações. Além disso, não há evidências de prejuízo à sensibilidade da região quando o procedimento é realizado de forma adequada”, esclarece a médica ginecologista Roberta Brando, especialista em estética íntima e terapia hormonal feminina.

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Além do aumento na procura, estudos mostram que o desconforto com a região íntima é mais comum do que muitas mulheres imaginam. Um levantamento nacional realizado na Austrália com 1.030 mulheres entre 18 e 50 anos apontou que 23% das participantes de 18 a 24 anos se sentiam ansiosas, infelizes ou constrangidas com a aparência dos pequenos lábios. A pesquisa também identificou que uma em cada dez mulheres já considerou realizar uma ninfoplastia, indicando que a insatisfação com a região íntima é uma demanda relevante de saúde e bem-estar feminino.

“A maior exposição do tema tem ajudado a reduzir tabus e incentivado discussões sobre saúde íntima, bem-estar e qualidade de vida das mulheres. Elas estão se libertando de amarras sociais e entendido mais o próprio corpo. Isso é ótimo e muito necessário. E, mesmo que seja clichê dizer isso, não se trata de apenas estética. É sobre qualidade de vida, sobre saúde”, completa a médica.

Apesar dos avanços no debate sobre saúde íntima feminina, o tema ainda é cercado por tabus que podem comprometer o bem-estar e até o acesso aos cuidados médicos. Pesquisa do Ipec com mil mulheres das regiões Norte e Nordeste mostrou que 48% se consideram apenas parcialmente informadas sobre saúde íntima, enquanto 11% afirmam não conversar com ninguém sobre o assunto.

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O levantamento também revelou que 33% procuram o ginecologista apenas diante de alguma necessidade específica e que cerca de 10% das que não fazem acompanhamento regular evitam a consulta por vergonha. Os dados evidenciam que o constrangimento e a falta de informação ainda representam barreiras importantes para o cuidado com a saúde feminina.

“A ninfoplastia deve ser encarada, antes de tudo, como um procedimento voltado para o bem-estar da mulher. Muitas pacientes convivem por anos com desconforto físico, dor durante atividades cotidianas ou nas relações sexuais e até vergonha da própria anatomia sem saber que existe uma solução segura”, acrescenta a ginecologista.

Roberta ainda esclarece sobre a realização da ninfoplastia. “Quando há indicação adequada, avaliação individualizada e o procedimento é realizado por um ginecologista ou cirurgião plástico habilitado, o risco de complicações é baixo e a recuperação costuma ser rápida. O mais importante é que a decisão seja tomada de forma consciente, após uma conversa franca com o médico, para que a paciente compreenda os benefícios, os limites da cirurgia e tenha expectativas realistas sobre os resultados”, finaliza.

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