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Quilombos da Liberdade – Consciência Negra 15ª edição circula por escolas da Rede Pública

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Iniciativa do Projeto Quilombo nas Escolas se apresenta em onze instituições de ensino do Distrito Federal

 

Centro Cultural e Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra realiza, até o dia 5 de dezembro, a 15ª edição do espetáculo Quilombos da Liberdade – Consciência Negra, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. Uma imersão nas raízes afro-brasileiras e valorização da produção artística do DF.

O espetáculo faz parte do Projeto Quilombo nas Escolas e dá continuidade a programação de apresentações presenciais, abordando a temática das manifestações culturais por meio dos valores e ensinamentos das raízes afro-brasileiras da Capoeira.

O projeto está visitando instituições da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, dos níveis de Ensino Básico, Fundamental e Médio. A iniciativa contempla escolas das Regiões Administrativas do Recanto das Emas, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Guará, Samambaia, Núcleo Bandeirante, Taguatinga e Gama.

As aulas-espetáculos são apresentadas em seis atos, que guiam os alunos por uma empolgante viagem histórica e cultural, trazendo à tona toda a multiculturalidade brasileira carregada pela capoeira. Em cena, 15 artistas permeiam o universo da capoeira, sob o ritmo de instrumentos seguidos por cantos e agradecimentos. Durante as apresentações, os mestres e tutores trazem narrativas de cunho histórico e de experiências pessoais relativas ao poder transformador da capoeira em suas vidas.

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Segundo Mestre Cobra, fundador do Centro Cultural e Social Grito de Liberdade, o espetáculo vem evoluindo a cada edição, que na atual trabalha com o tema da consciência negra. Para ele, essa é uma maneira de contribuir com a formação da identidade cultural brasileira nas escolas. “O espetáculo tem como estratégia incentivar os estudantes a compreender e buscar mais conhecimento sobre a cultura afro-brasileira, valorizando, assim, a nossa diversidade.”

 

Mestre Cobra lembra, ainda que “o espetáculo contribui para a aplicação da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas do Brasil, desde o ensino fundamental até o ensino médio”.

O Centro Cultural e Social Grito de Liberdade-Mestre Cobra foi fundado em 2005 e há 19 anos realiza atividades assistenciais continuadas e ações de mobilização da comunidade, sempre se valendo da capoeira, com o intuito de promover a justiça social e a cidadania. Roberto de Oliveira França, o Mestre Cobra, se dedica ao trabalho social no Distrito Federal desde 1994. A ideia é preencher um espaço de carência esportiva, cultural, artística e de entretenimento que há em áreas de vulnerabilidade social no DF.

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Programação nas escolas

OUTUBRO:

DIA 22

Centro de Ensino Fundamental 602 do Recanto das Emas

Manhã: 10h/Tarde: 14h

 

DIA 24

Centro de Ensino Médio Azul Riacho Fundo I

Manhã: 10h/Tarde: 14h

 

DIA 29

Centro Educacional 308 Recanto das Emas

Manhã: 10h/Tarde: 14h

 

DIA  30

Centro de Ensino Fundamental 08 Guara

Manhã: 10h/Tarde: 14h

NOVEMBRO:

DIA 05

Centro de Ensino Infantil Riacho Fundo I

Manhã: 10h/Tarde: 14h

 

DIA 07

Centro de Ensino Fundamental 507 Samambaia

Manhã: 10h/Tarde: 14h

 

DIA 12

Caic Juscelino Kubitsheck Núcleo Bandeirante

Manhã: 10h/Tarde: 14h

 

DIA 19

Centro de Ensino Fundamental 01 Riacho Fundo II

Manhã: 10h/Tarde: 14h

DIA 21

Centro de Ensino Fundamental Vila Areal Taguatinga

Manhã: 10h/Tarde: 14h

DEZEMBRO:

DIA 05

Centro Educacional Casa Grande Ponte Alta Gama

Manha :10h / Tarde: 14h

Mais informações:

https://www.instagram.com/gritocapoeira/

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Teatro Caleidoscópio aborda filosofia e debate público em: Cicuta (ou Um tal de Sócrates)

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Montagem exalta a educação como ferramenta de emancipação crítica

Há mais de trinta anos dedicado à criação de espetáculos que articulam teatro, estética, filosofia e debate público, o Grupo-Teatro Caleidoscópio apresenta, em dois finais de semana de agosto, a sua nova montagem, Cicuta (ou Um tal de Sócrates). A peça acompanha o julgamento e a morte de Sócrates, apresentado não como monumento da filosofia, mas como um homem perigoso por ensinar jovens a pensar e a insinuar a existência de novos deuses.

Entre o tribunal, o oráculo e a prisão, o espetáculo atualiza o método socrático para o presente, confrontando o público com perguntas sobre obediência, educação, democracia e responsabilidade. “Em um momento eleitoral decisivo, é importante falar da importância do voto automático, do medo do outro e da influência da mídia, convidando especialmente os jovens eleitores a refletirem além dos clichês ideológicos”, diz o diretor e dramaturgo da peça, André Amahro.

Sem indicar posições políticas, a peça afirma o pensamento crítico como ato ético e lembra que, como dizia Sócrates, “uma vida sem exame não vale a pena ser vivida”. Tudo o que se sabe sobre ele foi escrito por Platão – filósofo que tinha intenção original de se tornar dramaturgo – e outros pensadores da época (século V a.c.).

A dramaturgia segue, principalmente, as fontes platônicas, como os quatro diálogos referentes ao julgamento e à morte de Sócrates, que funcionam como verdadeiras tragédias. “Considerando que a intenção original de Platão era ser dramaturgo – daí a história de Sócrates em diálogos, como uma peça de teatro –, é possível ver Sócrates como um herói trágico da mesma estatura que Édipo e Hamlet, por exemplo”, analisa Amahro.

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O título Cicuta (ou Um tal de Sócrates) sintetiza as duas dimensões centrais do espetáculo. Cicuta remete ao desfecho trágico do filósofo, condenado à morte por envenenamento, por desafiar as certezas de seu tempo; Um tal de Sócrates aproxima essa figura monumental do homem comum, retirando-o do pedestal da História para colocá-lo diante do público de hoje.

Mais do que narrar a morte de um filósofo, a peça investiga por que uma sociedade decide silenciar quem faz perguntas incômodas. A cicuta torna-se, assim, menos um veneno e mais o símbolo do preço que o pensamento crítico frequentemente paga quando confronta o poder.

 

Feminismo singular

Estão na peça as atrizes Vanessa Di Farias (Sócrates), Sandra Regina (Meleto), Flavia Neiva (Anito) e Raquel Aló (Pitonisa), além do multi-instrumentista Elias Santos, responsável pela trilha original do espetáculo. Majoritariamente feminina, a composição do elenco surge como um acaso da própria configuração do grupo, mas revela uma camada conceitual potente do espetáculo: uma estética anti-gênero, na qual o corpo do ator é entendido como instrumento ficcional livre para a criação de personagens, para além de papéis fixados por identidade. Ao mesmo tempo, esse dado acidental ganha força política e poética ao apontar um lugar de feminismo singular, em que as personagens podem ser vistas como mulheres dizendo a outras mulheres o conteúdo filosófico da peça.

Essa escolha dialoga diretamente com a realidade eleitoral brasileira, na qual as mulheres são maioria absoluta do eleitorado — mais de 81,8 milhões de eleitoras, correspondendo a 52,47% do total, sendo cerca de 20 milhões na faixa etária entre 45 e 59 anos — reforçando a pertinência de um espetáculo que convoca reflexão crítica, ética e política a partir de vozes femininas em cena.

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O Grupo-Teatro Caleidoscópio 

O Teatro Caleidoscópio é um projeto independente de pesquisa teatral fundado, desenvolvido e dirigido pelo ator e diretor André Amahro, que toma emprestadas as dinâmicas do caleidoscópio para orientar o trabalho do ator e da encenação. Nasceu em 1994, como projeto de extensão da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, em Brasília, dando origem ao chamado Grupo Caleidoscópio. O projeto lhes rendeu um teatro de bolso, uma dissertação de Mestrado, três livros publicados, 25 espetáculos encenados, prêmios e indicações em festivais e o Prêmio Brasília 60 anos, conferido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF. Participou três vezes do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea, em Brasília, e de mostras internacionais de teatro na França, Angola e Portugal. + em https://www.andreamahro.com/teatro-caleidoscopio

 

Serviço:

Cicuta, do Grupo-Teatro Caleidoscópio 

Local: Teatro Engrenagem

Endereço: SHCGN 708/709 Bloco B, entrada 30, subsolo

Temporada: de 31/7 a 9/8, sextas, às 20h, e sábados e domingos, às 18h

Ingressos: 60,00 (inteira) e 30,00 (meia entrada para estudantes, professores, 60 + e PCDs ou + 1 Kg de alimento não perecível)

Bilheteria: http://www.sympla.com.br/event__3500045

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Duração: 60 min

Informações: 61.99592 7107 (WhatsApp)

 

Ficha técnica:

Dramaturgia | André Amahro

Direção Geral | André Amahro 

Elenco | Vanessa Di Farias, Flavia Neiva, Sandra Regina Raquel Aló.

Iluminação | Claudio Lago

Produção | Grupo Caleidoscópio

Direção de Arte e Fotografias André Amahro e Claudio Lago

Trilha Sonora Original e Direção Musical | Elias Santos

Apoio | Sindilegis, NNC e Incentivo Cultural

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